Alps Alpine passa a prejuízo operacional de ¥921 milhões no 1T com custo de memória em Mobilidade e aprova recompra de ¥30 bilhões

A receita recuou 0,4%, para ¥237.889 milhões, nos três meses encerrados em 30 de junho de 2026, mas as despesas de vendas, gerais e administrativas subiram 6,9% e a margem bruta estreitou-se de 16,6% para 15,8%, transformando o lucro operacional de ¥3.726 milhões de um ano antes em prejuízo operacional de ¥921 milhões. O prejuízo líquido atribuível aos acionistas da controladora aumentou para ¥3.586 milhões, ante ¥2.821 milhões; a projeção anual foi mantida e o conselho aprovou uma recompra de ações de até ¥30.000 milhões.

Resumo dos resultados do 1T do EF3/2027 da Alps Alpine Co., Ltd.

Receita estável, margem bruta mais fina e despesas maiores levaram o trimestre ao vermelho

A Alps Alpine Co., Ltd. (TSE: 6770), grupo de componentes eletrônicos e sistemas automotivos, divulgou em 31 de julho de 2026 seus resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027 — de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — pelas normas contábeis japonesas (J-GAAP). A receita recuou 0,4%, para ¥237.889 milhões, e a empresa passou de um lucro operacional de ¥3.726 milhões um ano antes a um prejuízo operacional de ¥921 milhões. O lucro ordinário caiu 91,3%, para ¥110 milhões, e o prejuízo líquido atribuível aos acionistas da controladora aumentou para ¥3.586 milhões, ante ¥2.821 milhões. O prejuízo por ação cresceu mais que o próprio prejuízo — para ¥18,38, ante ¥13,76, cerca de 34% maior contra cerca de 27% no prejuízo — porque o número médio de ações em circulação caiu para 195.114.490, ante 205.136.431.

A conta é curta. O custo das vendas subiu 0,6%, para ¥200.408 milhões, enquanto a receita andava levemente no sentido oposto; assim, o lucro bruto caiu 5,5%, para ¥37.481 milhões, e a margem bruta estreitou-se de 16,6% para 15,8%. As despesas de vendas, gerais e administrativas, por sua vez, subiram 6,9%, para ¥38.403 milhões — ¥2.474 milhões a mais que um ano antes e agora acima do próprio lucro bruto. A diferença de ¥921 milhões entre os dois é o prejuízo operacional, e a margem operacional passou de 1,6% para −0,4%. O relatório não detalha o aumento dessas despesas.

Mobilidade cresceu 12,7% e perdeu mais; Componentes encolheu um quarto

Mobilidade, o negócio automotivo, é de longe o maior segmento: a receita externa subiu 12,7%, para ¥148.165 milhões, cerca de 62% do total do grupo, graças às vendas firmes de seus principais clientes, as montadoras japonesas, norte-americanas e europeias. Segundo o relatório, tanto o negócio Tier 1, que fornece produtos sob medida às montadoras, quanto o Tier 2, que abastece fornecedores Tier 1, ficaram acima do nível do ano anterior. Ainda assim, o prejuízo do segmento aumentou para ¥3.090 milhões, ante ¥539 milhões, o que o relatório atribui principalmente ao aumento de custos com a alta dos preços de memória, impulsionada pela expansão dos investimentos em data centers.

Componentes seguiu na direção oposta. A receita externa caiu 25,5%, para ¥61.808 milhões: os produtos para os mercados de consumo e automotivo ficaram praticamente estáveis, enquanto os destinados ao mercado móvel recuaram. O relatório observa que os negócios com uma grande fabricante de smartphones ficaram abaixo do ano anterior, mas dentro do esperado pela empresa. O lucro do segmento caiu 56,2%, para ¥2.729 milhões, principalmente pela queda nas vendas.

Sensores e comunicação foi o único segmento a melhorar. A receita subiu 16,8%, para ¥23.146 milhões, com maiores vendas de pequenas impressoras fotográficas para o mercado móvel e de lentes de vidro para o mercado de consumo, estas pela demanda de data centers, e o prejuízo do segmento diminuiu para ¥499 milhões, ante ¥2.143 milhões, ajudado por menores despesas de desenvolvimento com a conclusão do trabalho em um grande produto novo. O segmento Outros — desenvolvimento de sistemas, serviços de escritório e financiamento e leasing — registrou receita de ¥4.770 milhões, ante ¥4.762 milhões, e prejuízo de ¥51 milhões, ante lucro de ¥189 milhões. No total, a queda de ¥3.505 milhões no lucro de Componentes e a piora de ¥2.551 milhões em Mobilidade superaram com folga a melhora de ¥1.644 milhões em Sensores e comunicação.

Perdas cambiais menores mantiveram o lucro ordinário positivo; a carga tributária aprofundou o prejuízo líquido

Abaixo da linha operacional, o trimestre foi ajudado por uma perda cambial muito menor: ¥197 milhões, ante ¥3.719 milhões um ano antes. As despesas não operacionais caíram assim para ¥922 milhões, ante ¥4.291 milhões, enquanto as receitas não operacionais subiram para ¥1.955 milhões, incluindo ¥738 milhões de resultado de equivalência patrimonial, ¥538 milhões de juros e ¥521 milhões de dividendos. O lucro ordinário ficou, portanto, em ¥110 milhões — 91,3% menor, mas ainda positivo. Perdas extraordinárias de ¥363 milhões, em sua maior parte ¥321 milhões com venda e baixa de ativos fixos, contra ganhos de ¥52 milhões, resultaram em prejuízo antes dos impostos de ¥200 milhões, ante lucro antes dos impostos de ¥1.122 milhões.

Ainda assim, os impostos sobre o lucro somaram ¥3.326 milhões (¥3.840 milhões um ano antes), uma despesa sobre um prejuízo antes dos impostos que o relatório não explica. O prejuízo líquido foi de ¥3.527 milhões, dos quais ¥59 milhões de lucro couberam a participações de não controladores, deixando o prejuízo atribuível aos acionistas da controladora em ¥3.586 milhões. O resultado abrangente, ao contrário, passou a ¥3.496 milhões, ante menos ¥5.345 milhões, porque os ajustes de conversão cambial acrescentaram ¥6.736 milhões, contra uma dedução de ¥823 milhões um ano antes.

Os estoques cresceram e a dívida de curto prazo aumentou

O ativo total era de ¥795.146 milhões em 30 de junho, ¥11.994 milhões acima de 31 de março. Mercadorias e produtos acabados subiram para ¥81.963 milhões, ante ¥66.548 milhões, e matérias-primas e suprimentos para ¥59.278 milhões, ante ¥53.125 milhões, enquanto caixa e depósitos caíram para ¥140.079 milhões, ante ¥153.614 milhões, e títulos e contas a receber para ¥155.402 milhões, ante ¥168.376 milhões. Máquinas, equipamentos e veículos, líquidos, aumentaram para ¥63.627 milhões, ante ¥53.744 milhões. No passivo, os empréstimos de curto prazo subiram para ¥44.582 milhões, ante ¥37.068 milhões, e títulos e contas a pagar para ¥106.074 milhões, ante ¥93.167 milhões. Os lucros acumulados caíram para ¥197.973 milhões, ante ¥207.804 milhões, o patrimônio líquido para ¥446.648 milhões e o índice de capital próprio para 55,9%, ante 57,1%. Não foi elaborada demonstração trimestral de fluxos de caixa; a depreciação foi de ¥8.428 milhões, ante ¥8.352 milhões.

Projeção mantida, dividendo previsto de ¥64 e recompra de até ¥30.000 milhões

A projeção anual não mudou em relação à divulgada em 30 de abril de 2026: receita de ¥1.045.000 milhões (+2,5%), lucro operacional de ¥48.500 milhões (+15,4%), lucro ordinário de ¥45.500 milhões (−7,4%) e lucro líquido atribuível aos acionistas da controladora de ¥30.000 milhões (+11,6%), ou ¥150,41 por ação. A projeção semestral prevê receita de ¥508.000 milhões, lucro operacional de ¥9.000 milhões (−57,6%) e lucro líquido de ¥1.000 milhões (−92,5%). Depois de um prejuízo operacional de ¥921 milhões no primeiro trimestre, atingir o número semestral exige lucro operacional de cerca de ¥9.900 milhões no segundo trimestre, e o número anual deixa ¥39.500 milhões a gerar no segundo semestre.

O dividendo previsto é de ¥32 no meio do exercício e ¥32 no fim, ¥64 no total, ante ¥62. Em 31 de julho de 2026, o conselho também decidiu recomprar até 20.000.000 de ações — 10,3% das ações em circulação, excluídas as ações em tesouraria — por até ¥30.000 milhões, por meio de compras no mercado da Bolsa de Tóquio entre 3 de agosto de 2026 e 31 de março de 2027, e cancelar todas as ações assim adquiridas em 31 de março de 2027. O objetivo declarado é elevar o valor por ação e a eficiência do capital como parte do retorno aos acionistas. Além disso, a empresa passou a adotar neste trimestre a nova norma contábil para demonstrações financeiras intermediárias, que segundo ela não teve efeito nos números.

Alps Alpine Co., Ltd. — 1T EF3/2027 (1º de abril – 30 de junho de 2026), normas contábeis japonesas, consolidado. As linhas de balanço comparam 30 de junho de 2026 com 31 de março de 2026; as linhas de projeção e dividendo referem-se ao exercício completo EF3/2027 contra o EF3/2026. "—" indica valor não divulgado.
Indicador1T EF3/20271T EF3/2026Variação
Receita (milhões de ¥)237.889238.920−0,4%
Custo das vendas (milhões de ¥)200.408199.263+0,6%
Lucro bruto (milhões de ¥)37.48139.656−5,5%
Margem bruta15,8%16,6%−0,8 p.p.
Despesas comerciais e administrativas (milhões de ¥)38.40335.929+6,9%
Lucro operacional (milhões de ¥)−9213.726de lucro a prejuízo
Margem operacional−0,4%1,6%−2,0 p.p.
Lucro ordinário (milhões de ¥)1101.270−91,3%
Lucro antes de impostos (milhões de ¥)−2001.122de lucro a prejuízo
Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥)−3.586−2.821prejuízo ampliado
Resultado abrangente (milhões de ¥)3.496−5.345de prejuízo a lucro
LPA (¥)−18,38−13,76prejuízo ampliado
Componentes — receita (milhões de ¥)61.80882.919−25,5%
Componentes — lucro do segmento (milhões de ¥)2.7296.234−56,2%
Sensores e comunicação — receita (milhões de ¥)23.14619.821+16,8%
Sensores e comunicação — lucro do segmento (milhões de ¥)−499−2.143prejuízo reduzido
Mobilidade — receita (milhões de ¥)148.165131.417+12,7%
Mobilidade — lucro do segmento (milhões de ¥)−3.090−539prejuízo ampliado
Outros — receita (milhões de ¥)4.7704.762+0,2%
Outros — lucro do segmento (milhões de ¥)−51189de lucro a prejuízo
Ativos totais (milhões de ¥)795.146783.152+1,5%
Patrimônio líquido (milhões de ¥)446.648449.401−0,6%
Índice de patrimônio líquido55,9%57,1%−1,2 p.p.
Projeção EF3/2027 — receita (milhões de ¥)1.045.000—+2,5%
Projeção EF3/2027 — lucro operacional (milhões de ¥)48.500—+15,4%
Projeção EF3/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥)45.500—−7,4%
Projeção EF3/2027 — lucro líquido (milhões de ¥)30.000—+11,6%
Projeção EF3/2027 — LPA (¥)150,41——
Dividendo anual por ação (¥)64,0062,00+3,2%

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