Receita sobe 1,6%; lucro operacional, 134,9%
A FUJI P.S CORPORATION (TSE: 1848), construtora de obras civis e edificações cujos projetos incluem obras rodoviárias e edifícios pré-moldados de concreto protendido (PC), publicou em 7 de agosto de 2026 seus resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027 — de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — pelas normas contábeis japonesas. A receita subiu 1,6%, para ¥8.280 milhões, o lucro operacional 134,9%, para ¥824 milhões, o lucro ordinário 138,0%, para ¥787 milhões e o lucro líquido atribuível aos acionistas controladores 163,2%, para ¥536 milhões. O lucro por ação foi de ¥30,37, ante ¥11,55, alta de 162,9% — ligeiramente abaixo do lucro líquido, porque o número médio de ações subiu para 17.667.667, ante 17.656.692. As ações são negociadas na Bolsa de Tóquio e na Bolsa de Fukuoka.
A queda de 5,6% no custo das vendas fez o trabalho
Como a receita praticamente não se moveu, o salto do lucro veio quase inteiramente da margem. O custo das vendas caiu 5,6%, para ¥6.565 milhões, ante ¥6.953 milhões, mesmo com a receita em alta, o que elevou o lucro bruto em 43,8%, para ¥1.715 milhões, e a margem bruta para 20,7%, ante 14,6%. As despesas de vendas, gerais e administrativas subiram 5,7%, para ¥890 milhões, de modo que quase todo o ganho de ¥522 milhões no lucro bruto chegou à linha operacional, onde o lucro cresceu ¥473 milhões e a margem operacional subiu para 10,0%, ante 4,3%. A empresa atribui o resultado ao aumento da receita e à melhora da rentabilidade dos contratos de obras civis.
Abaixo da linha operacional, os movimentos foram pequenos. As despesas não operacionais líquidas aumentaram para ¥37 milhões, ante ¥20 milhões, sobretudo porque as despesas com juros subiram para ¥39 milhões, ante ¥26 milhões, e as taxas de garantia para ¥6 milhões, ante ¥3 milhões; ainda assim, o lucro ordinário cresceu 138,0%, um pouco mais que o lucro operacional em termos percentuais, porque partia de uma base menor. Um ano antes, o trimestre registrou uma perda extraordinária de ¥32 milhões com a baixa de ativos imobilizados; neste ano não houve itens extraordinários, e o lucro antes dos impostos subiu 164,1%, para ¥787 milhões. Os impostos sobre o lucro foram de ¥251 milhões, ante ¥95 milhões, uma alíquota efetiva de cerca de 31,9% nos dois anos. O resultado abrangente foi de ¥516 milhões, alta de 169,7%, abaixo do lucro líquido porque os outros resultados abrangentes foram negativos em ¥19 milhões, principalmente por um ajuste de ¥18 milhões relativo a benefícios de aposentadoria.
Obras civis sustentaram o trimestre; edificações encolheram, mas lucraram mais
Obras civis, com 72,0% da receita, cresceram 12,2%, para ¥5.961 milhões, e o lucro do segmento subiu 49,4%, para ¥1.351 milhões, ampliando a margem do segmento para 22,7%, ante 17,0%. A empresa afirma que a execução nos canteiros e a fabricação de produtos avançaram de modo geral conforme o planejado, com progresso especialmente bom dos grandes projetos para concessionárias de rodovias na região de Kansai, e atribui o ganho de lucro ao aumento da receita e às suas medidas contínuas para melhorar a rentabilidade dos contratos. A receita de Edificações caiu 18,2%, para ¥2.297 milhões, o que a empresa atribui a atrasos, por circunstâncias dos contratantes, em projetos pré-moldados de PC — um negócio novo no qual tem concentrado esforços, principalmente na região de Kanto. Ainda assim, o lucro do segmento subiu 25,9%, para ¥346 milhões, uma margem de 15,1%, ante 9,8%, graças à melhor rentabilidade das obras obtida com um projeto de melhoria de resultados em curso desde o exercício anterior.
O lucro dos segmentos é medido antes das despesas de vendas, gerais e administrativas. Os dois segmentos, mais ¥17 milhões de outros negócios — locação imobiliária e locação de equipamentos e materiais de construção, que também trouxeram ¥22 milhões de receita —, somam ¥1.715 milhões, o lucro bruto do grupo, do qual são deduzidos ¥890 milhões de despesas gerais para chegar ao lucro operacional. Do aumento de ¥522 milhões nesse total, ¥447 milhões vieram de Obras civis e ¥71 milhões de Edificações.
Pedidos quase dobram com grandes contratos de obras civis
Os pedidos recebidos consolidados subiram 98,7%, para ¥7.958 milhões; o relatório informa as taxas de variação, mas não os valores do ano anterior. Os pedidos de Obras civis saltaram 452,5%, para ¥6.271 milhões. Entre os contratos citados estão um grande projeto do Chuo Shinkansen (trem de levitação magnética) encomendado pela Japan Railway Construction, Transport and Technology Agency, obras de superestrutura para a duplicação para quatro faixas da rodovia Shiida encomendadas pela filial de Kyushu da West Nippon Expressway, e obras de reparo para a filial de Shikoku da mesma empresa. Os pedidos de Edificações caíram 42,5%, para ¥1.599 milhões: projetos em planejamento, principalmente na região de Kanto, foram contratados antecipadamente, mas o segmento sentiu o efeito da base forte de pedidos do mesmo trimestre do ano anterior.
Durante o trimestre, a empresa concluiu a reforma de sua fábrica Kyushu Kotake, realizada para melhorar as condições de trabalho e a produtividade, e colocou a unidade em plena operação. O exercício é o sexto de seu quinto plano de gestão de médio prazo, VISION2030, cuja meta intermediária a empresa adiou em um ano diante das mudanças no ambiente externo.
Recebíveis e depósitos recebidos ampliaram o balanço
O ativo total subiu 3,8%, para ¥36.982 milhões, ante ¥35.613 milhões em 31 de março de 2026, um aumento de ¥1.368 milhões, principalmente porque os títulos e contas a receber de obras concluídas e os ativos de contrato cresceram ¥963 milhões, para ¥22.682 milhões, e surgiram ¥248 milhões de impostos sobre consumo a recuperar. O passivo aumentou ¥1.244 milhões, para ¥23.714 milhões: os depósitos recebidos cresceram ¥728 milhões, para ¥4.523 milhões, os adiantamentos recebidos por obras em andamento ¥559 milhões, para ¥1.086 milhões, o imposto de renda a pagar ¥263 milhões e as obrigações registradas eletronicamente ¥251 milhões, enquanto os demais passivos circulantes recuaram ¥681 milhões. Os empréstimos de curto prazo somavam ¥10.057 milhões, ante ¥9.957 milhões, e o caixa e depósitos ¥1.953 milhões, ante ¥1.960 milhões.
O patrimônio líquido subiu 0,9%, para ¥13.267 milhões, refletindo ¥536 milhões de lucro menos ¥396 milhões de dividendos pagos, e, como o ativo cresceu mais rápido, o índice de capital próprio recuou para 35,9%, ante 36,9%. Não é elaborada demonstração dos fluxos de caixa para o trimestre; a depreciação foi de ¥182 milhões, ante ¥185 milhões, e a amortização de ágio de ¥12 milhões nos dois anos.
Projeção e dividendo de ¥25 mantidos
A projeção anual divulgada em 15 de maio de 2026 foi mantida: receita de ¥33.128 milhões (+2,8%), lucro operacional de ¥1.660 milhões (+4,5%), lucro ordinário de ¥1.480 milhões (+0,2%) e lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de ¥1.010 milhões (+1,7%), ou ¥57,18 por ação. A empresa afirma que o lucro operacional e o ordinário do trimestre superaram as premissas dessa projeção, mas não o suficiente para justificar uma revisão anual, e espera que a execução nos canteiros e a produção fabril dos dois segmentos avancem de modo geral conforme o planejado a partir do segundo trimestre.
Sozinho, o primeiro trimestre entregou 25,0% da receita projetada, mas 49,6% do lucro operacional projetado e 53,1% do lucro líquido projetado. Manter a projeção implica, portanto, lucro operacional de cerca de ¥836 milhões para os nove meses restantes somados, mais ou menos o que acaba de ser obtido em três; o relatório não diz como espera que o lucro se distribua entre esses trimestres. A projeção de dividendo também não mudou: ¥25,00 por ação, pagos integralmente no fim do exercício, ante ¥22,00 no EF3/2026 — ¥3 a mais que o dividendo ordinário e cerca de 43,7% do lucro por ação projetado.
| Indicador | 1T EF3/2027 | 1T EF3/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receita (milhões de ¥) | 8.280 | 8.146 | +1,6% |
| Lucro bruto (milhões de ¥) | 1.715 | 1.193 | +43,8% |
| Margem bruta | 20,7% | 14,6% | +6,1 p.p. |
| Despesas comerciais e administrativas (milhões de ¥) | 890 | 842 | +5,7% |
| Lucro operacional (milhões de ¥) | 824 | 351 | +134,9% |
| Margem operacional | 10,0% | 4,3% | +5,7 p.p. |
| Lucro ordinário (milhões de ¥) | 787 | 331 | +138,0% |
| Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 536 | 203 | +163,2% |
| Resultado abrangente (milhões de ¥) | 516 | 191 | +169,7% |
| LPA (¥) | 30,37 | 11,55 | +162,9% |
| Obras civis — receita (milhões de ¥) | 5.961 | 5.314 | +12,2% |
| Obras civis — lucro do segmento (milhões de ¥) | 1.351 | 904 | +49,4% |
| Edificações — receita (milhões de ¥) | 2.297 | 2.807 | −18,2% |
| Edificações — lucro do segmento (milhões de ¥) | 346 | 275 | +25,9% |
| Pedidos recebidos (milhões de ¥) | 7.958 | — | +98,7% |
| Obras civis — pedidos recebidos (milhões de ¥) | 6.271 | — | +452,5% |
| Edificações — pedidos recebidos (milhões de ¥) | 1.599 | — | −42,5% |
| Ativos totais (milhões de ¥) | 36.982 | 35.613 | +3,8% |
| Patrimônio líquido (milhões de ¥) | 13.267 | 13.143 | +0,9% |
| Índice de patrimônio líquido | 35,9% | 36,9% | −1,0 p.p. |
| Projeção EF3/2027 — receita (milhões de ¥) | 33.128 | — | +2,8% |
| Projeção EF3/2027 — lucro operacional (milhões de ¥) | 1.660 | — | +4,5% |
| Projeção EF3/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥) | 1.480 | — | +0,2% |
| Projeção EF3/2027 — lucro líquido (milhões de ¥) | 1.010 | — | +1,7% |
| Projeção EF3/2027 — LPA (¥) | 57,18 | — | — |
| Dividendo anual por ação (¥) | 25,00 | 22,00 | +13,6% |
A JapanStockPulse fornece conteúdo apenas informativo e não constitui aconselhamento de investimento. Os números provêm do relatório de resultados publicado pela companhia e podem estar sujeitos a revisão posterior.