Fuji United lucra ¥1.052 milhões operacionais no 1T e já supera sua meta anual, que mantém inalterada

A Fuji United Holdings obteve lucro operacional de ¥1.052 milhões sobre receita de ¥18.008 milhões nos três meses encerrados em 30 de junho de 2026, um trimestre sem comparação anual porque a holding foi constituída em 1º de outubro de 2025. O valor já supera a meta anual de ¥1.000 milhões, mantida sem alteração, enquanto um erro de agregação obrigou a corrigir a projeção semestral, agora de ¥420 milhões de lucro operacional em vez de ¥300 milhões.

Resumo dos resultados do 1T do EF3/2027 da FUJI UNITED HOLDINGS COMPANY, LTD.

Um primeiro trimestre sem base de comparação

A FUJI UNITED HOLDINGS COMPANY, LTD. (TSE: 416A), holding listada na Bolsa de Tóquio de um grupo que vende óleo combustível e outros derivados de petróleo e opera em Hokkaido negócios de reciclagem, combustível residencial e locação de equipamentos, divulgou em 7 de agosto de 2026 os resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027, de 1º de abril a 30 de junho de 2026, sob normas contábeis japonesas. A receita foi de ¥18.008 milhões, o lucro operacional de ¥1.052 milhões, o lucro ordinário de ¥1.040 milhões e o lucro líquido atribuível aos acionistas da controladora de ¥672 milhões, ou ¥101,84 por ação. As demonstrações trimestrais não foram revisadas por auditor.

A empresa foi constituída em 1º de outubro de 2025 por meio de uma transferência unilateral de ações, como controladora integral da Fuji Kosan Company, Ltd., e afirma que seu perímetro de consolidação é substancialmente o mesmo que a Fuji Kosan tinha antes da operação. Como a holding não existia um ano antes, o relatório não traz números do ano anterior nem variações anuais para o trimestre. O texto compara alguns itens com os resultados consolidados da Fuji Kosan no primeiro trimestre do EF3/2026, mas sem apresentar esses números, por isso nenhuma comparação anual é feita aqui.

Margem bruta de 12,9% e margem operacional de 5,8%

O custo das vendas foi de ¥15.692 milhões, deixando lucro bruto de ¥2.316 milhões, uma margem bruta de 12,9%. As despesas de vendas, gerais e administrativas consumiram ¥1.263 milhões, 7,0% da receita, de modo que o lucro operacional ficou em ¥1.052 milhões, uma margem de 5,8%. A depreciação do trimestre foi de ¥266 milhões e a amortização do ágio de ¥18 milhões; não foi elaborada demonstração de fluxos de caixa para o trimestre.

Abaixo da linha operacional, os valores foram pequenos. Receitas não operacionais de ¥40 milhões, principalmente ¥21 milhões de taxas por serviços que o grupo presta sob contrato e ¥12 milhões de aluguel de ativos fixos, foram mais do que compensadas por ¥53 milhões de despesas não operacionais, entre elas ¥20 milhões de custos desses serviços, ¥12 milhões de juros e ¥11 milhões de custos de aluguel, deixando o lucro ordinário em ¥1.040 milhões. Os itens extraordinários se resumiram a um ganho de ¥1 milhão na venda de ativos fixos. O lucro antes dos impostos de ¥1.041 milhões arcou com ¥369 milhões de impostos, uma alíquota efetiva de cerca de 35,4%, resultando em lucro líquido de ¥672 milhões. O resultado abrangente foi de ¥676 milhões, incluindo ganho de avaliação de títulos de ¥4 milhões.

Petróleo respondeu por nove décimos da receita

Pelo plano de médio prazo 2026–2028 publicado em maio, o grupo organiza seus negócios em três domínios: verde, energia e infraestrutura. O segmento de Petróleo, que sozinho compõe o domínio de energia, gerou receita externa de ¥16.245 milhões, 90,2% do total do grupo, e lucro de segmento de ¥941 milhões, 83,3% dos ¥1.130 milhões obtidos pelos cinco segmentos antes de ¥77 milhões de custos corporativos não alocados. Segundo a empresa, a tensão no Oriente Médio envolvendo o Irã fez os preços do petróleo bruto e dos derivados oscilarem fortemente e elevou as cotações; a partir de junho elas começaram a se acalmar aos poucos, mas continuaram instáveis. O grupo vendeu por meio de fornecimento direto de óleo combustível, entregas em pequenos lotes e postos de serviço, e diz ter se concentrado em manter o abastecimento estável, praticar preços adequados, garantir as compras e tornar as entregas mais eficientes. O segmento superou o plano da empresa. No grupo como um todo, o óleo combustível respondeu por ¥14.613 milhões da receita, dos quais ¥14.234 milhões em Petróleo.

O segmento de Locação, que forma o domínio de infraestrutura e tem base no centro de Hokkaido, teve receita de ¥593 milhões, dos quais ¥414 milhões classificados como outras receitas e não como receita de contratos com clientes, e lucro de segmento de ¥69 milhões, também acima do plano. A empresa informa que o valor dos contratos de obras públicas em Hokkaido subiu 7,1% em relação ao ano anterior entre abril e junho e 6,4% no distrito de Ishikari, sua área principal, mas que o aumento veio em grande parte de obras ligadas ao Shinkansen de Hokkaido, enquanto o crescimento dos gastos do governo nacional, da província e dos municípios desacelerava; em resposta, concentrou o esforço comercial em empreiteiras com obras privadas.

Domínio verde: dois segmentos acima do plano e um ainda no vermelho

O segmento de Reciclagem, que atua em todo Hokkaido, teve receita de ¥467 milhões e lucro de segmento de ¥85 milhões, acima do plano. A empresa credita o resultado a um grande contrato de atendimento a vazamento de óleo na reciclagem ambiental e à alta dos preços de venda do óleo combustível pesado reciclado e da sucata ferrosa e não ferrosa na reciclagem de recursos. O segmento de Energia residencial, que vende no varejo GLP, querosene e outros combustíveis domésticos no centro de Hokkaido, teve receita de ¥526 milhões e lucro de segmento de ¥49 milhões, também acima do plano, o que a empresa atribui ao corte de custos. Ela descreve um mercado difícil: os preços de energia dispararam com a tensão no Oriente Médio e o iene fraco, os preços de alimentos e serviços continuaram subindo e as famílias seguiram cautelosas nos gastos. Diz ter conquistado novos clientes, sobretudo em casas unifamiliares, e buscado novos negócios, como produtos verdes e reformas.

O segmento de Energia ambiental, renomeado neste trimestre a partir de Energia renovável sem outra alteração, teve receita de ¥175 milhões e prejuízo de segmento de ¥16 milhões, pior que o planejado; o volume de vendas ficou abaixo do plano porque a demanda real não cresceu como esperado. Ainda assim, a empresa afirma que o volume aumentou mais de 140% em relação ao ano anterior e que o prejuízo foi menor que um ano antes, sem informar os números do ano anterior. O segmento vende biocombustíveis, que a empresa descreve como combustíveis drop-in utilizáveis em motores a combustão existentes, óleo combustível pesado reciclado feito de lubrificantes usados e outros resíduos, e combustível com compensação de carbono; expôs em uma feira ambiental no Tokyo Big Sight em maio e planeja lançar um site de serviços a partir do segundo trimestre. Juntos, os três segmentos do domínio verde contribuíram com ¥1.168 milhões de receita e ¥118 milhões de lucro de segmento. Em abril, duas empresas do grupo, uma delas a Fuji Kosan, também começaram a pôr em prática um modelo de reciclagem de recursos que usa toner usado e subprodutos da reciclagem de alimentos na infraestrutura rodoviária, para o qual foi depositado um pedido de patente.

Mais caixa depois do dividendo

O ativo total cresceu ¥794 milhões desde o fechamento de março, para ¥23.147 milhões. Caixa e depósitos aumentaram ¥701 milhões, para ¥5.774 milhões, e o ativo não circulante ¥412 milhões, para ¥8.888 milhões, enquanto títulos, contas a receber e ativos de contrato caíram ¥532 milhões, para ¥7.241 milhões; mercadorias e produtos acabados subiram de ¥582 milhões para ¥787 milhões. O passivo aumentou ¥322 milhões, para ¥12.895 milhões, principalmente por uma alta de ¥222 milhões em títulos e contas a pagar, para ¥6.808 milhões, e de ¥114 milhões em obrigações de arrendamento. Empréstimos e debêntures somavam ¥2.464 milhões, bem abaixo do saldo de caixa. O patrimônio líquido subiu ¥471 milhões, para ¥10.251 milhões, já que o lucro líquido de ¥672 milhões superou os ¥204 milhões de dividendos pagos, e o índice de capital próprio subiu levemente para 44,3%, de 43,8%.

Um semestre corrigido e uma meta anual que o trimestre já ultrapassou

Junto com os resultados, a empresa corrigiu a projeção semestral publicada em 15 de maio de 2026, após encontrar um erro no processo de agregação dos números consolidados usados em seu cálculo. A projeção de receita para os seis meses até 30 de setembro de 2026 permanece em ¥34.000 milhões, mas a de lucro operacional e ordinário sobe para ¥420 milhões, de ¥300 milhões (+40,0%), e a de lucro líquido para ¥250 milhões, de ¥150 milhões (+66,7%), ou ¥37,88 por ação contra ¥22,72. A projeção anual está inalterada: receita de ¥80.000 milhões (+6,6%), lucro operacional de ¥1.000 milhões (−15,5%), lucro ordinário de ¥950 milhões (−20,0%) e lucro líquido de ¥600 milhões (−17,4%), ou ¥90,92 por ação. A empresa diz manter o plano original para os dois períodos porque a incerteza, inclusive a situação no Oriente Médio, persiste, e que divulgará prontamente caso uma revisão para cima se torne necessária.

Diante do primeiro trimestre, a projeção não deixa nada para o restante do ano. O lucro operacional de ¥1.052 milhões já equivale a 105% da meta anual e a duas vezes e meia o número semestral, de modo que as projeções implicam prejuízo operacional de cerca de ¥632 milhões no trimestre de julho a setembro e um pequeno prejuízo nos nove meses restantes como um todo; o lucro líquido de ¥672 milhões também supera as metas de ¥250 milhões para o semestre e de ¥600 milhões para o ano. A receita, por outro lado, corresponde a 22,5% do valor anual. O relatório não detalha a projeção por trimestre nem explica por que o lucro recuaria, além da incerteza que menciona.

Referente ao EF3/2026, a empresa pagou dividendo final de ¥31,00 por ação, o único pagamento registrado naquele ano porque foi constituída no meio do exercício. Para o EF3/2027, projeta ¥31,00 intermediário e ¥31,00 final, ¥62,00 no total, sem alteração em relação à projeção anterior e equivalente a 68,2% do lucro por ação projetado. Em 30 de junho de 2026 havia 6.620.259 ações emitidas, incluindo 20.732 ações em tesouraria.

FUJI UNITED HOLDINGS COMPANY, LTD. — 1T EF3/2027 (1º de abril – 30 de junho de 2026), normas contábeis japonesas, consolidado. As linhas de balanço comparam 30 de junho de 2026 com 31 de março de 2026; as linhas de projeção e dividendo referem-se ao exercício completo EF3/2027 contra o EF3/2026. "—" indica valor não divulgado.
Indicador1T EF3/20271T EF3/2026Variação
Receita (milhões de ¥)18.008——
Lucro bruto (milhões de ¥)2.316——
Margem bruta12,9%——
Despesas comerciais e administrativas (milhões de ¥)1.263——
Lucro operacional (milhões de ¥)1.052——
Margem operacional5,8%——
Lucro ordinário (milhões de ¥)1.040——
Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥)672——
Resultado abrangente (milhões de ¥)676——
LPA (¥)101,84——
Petróleo — receita (milhões de ¥)16.245——
Petróleo — lucro do segmento (milhões de ¥)941——
Locação — receita (milhões de ¥)593——
Locação — lucro do segmento (milhões de ¥)69——
Reciclagem — receita (milhões de ¥)467——
Reciclagem — lucro do segmento (milhões de ¥)85——
Energia residencial — receita (milhões de ¥)526——
Energia residencial — lucro do segmento (milhões de ¥)49——
Energia ambiental — receita (milhões de ¥)175——
Energia ambiental — lucro do segmento (milhões de ¥)−16——
Ativos totais (milhões de ¥)23.14722.353+3,6%
Caixa e depósitos (milhões de ¥)5.7745.073+13,8%
Patrimônio líquido (milhões de ¥)10.2519.780+4,8%
Índice de patrimônio líquido44,3%43,8%+0,5 p.p.
Projeção EF3/2027 — receita (milhões de ¥)80.000—+6,6%
Projeção EF3/2027 — lucro operacional (milhões de ¥)1.000—−15,5%
Projeção EF3/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥)950—−20,0%
Projeção EF3/2027 — lucro líquido (milhões de ¥)600—−17,4%
Projeção EF3/2027 — LPA (¥)90,92——
Dividendo anual por ação (¥)62,0031,00n.s.

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