Receita um terço maior, custo das vendas um décimo menor
A Manabi-aid Co., Ltd. (TSE: 184A), fornecedora sediada em Tóquio de videoaulas e ferramentas de gestão para cursinhos, publicou em 14 de setembro de 2026 os resultados individuais do primeiro trimestre do exercício que termina em abril de 2027 — os três meses de 1º de maio a 31 de julho de 2026 — pelas normas contábeis japonesas. A receita subiu 34,3%, para ¥76 milhões. O prejuízo operacional recuou para ¥44 milhões, ante ¥77 milhões, o prejuízo ordinário para ¥44 milhões, ante ¥85 milhões e o prejuízo líquido para ¥44 milhões, ante ¥85 milhões, um prejuízo de ¥12,99 por ação, ante ¥30,04. As ações são negociadas na Bolsa de Tóquio.
A melhora ocorre quase toda entre a linha de receita e a de lucro bruto. Nos milhares de ienes usados na demonstração de resultados, a receita foi a ¥76.928 mil, ante ¥57.276 mil, enquanto o custo das vendas caía 10,1%, para ¥46.145 mil; o lucro bruto subiu, assim, para ¥30.783 mil, ante ¥5.925 mil, e a margem bruta passou de 10,3% para 40,0%. As despesas comerciais, gerais e administrativas também caíram, 10,2%, para ¥75.055 mil, mas ainda consumiram 97,6% da receita, ante 146,0% um ano antes, e por isso o trimestre continuou no vermelho. O prejuízo operacional de ¥44.272 mil se compara a ¥77.682 mil, uma melhora de ¥33.410 mil. O documento não explica a queda do custo das vendas nem das despesas gerais.
O prejuízo ordinário melhorou mais que o operacional — ¥41.069 mil — porque o trimestre do ano anterior carregou ¥7.598 mil de custos de emissão de ações que não se repetiram; as despesas não operacionais deste trimestre foram ¥61 mil de juros. Os impostos foram uma despesa de ¥19 mil, ante um crédito de ¥107 mil, o que deixou um prejuízo líquido de ¥44.348 mil. O prejuízo por ação recuou mais rápido que o prejuízo líquido porque a quantidade média de ações aumentou 20,2%, para 3.413.500, ante 2.838.892, após a emissão do ano passado. O lucro diluído por ação não é divulgado porque a empresa teve prejuízo.
As grandes redes puxam o crescimento; cursinhos independentes e editoras encolhem
A Manabi-aid reporta um único segmento, o negócio digital de educação, mas detalha a receita por serviço, e as linhas andaram em direções opostas. O Manabi-aid Master for School — a versão vendida a grandes operadores de cursinhos — subiu 196,8%, para ¥49.684 mil, 64,6% da receita, o que a empresa atribui a vendas ativas às grandes redes. O Manabi-aid Master padrão caiu 16,9%, para ¥16.070 mil, e o documento aponta um ambiente de negócios ainda em contração para os cursinhos independentes. O Manabi-aid for Enterprise, trabalho de vídeo e conteúdo para editoras e empresas de material didático, recuou 59,3%, para ¥7.832 mil, por causa de menos projetos, e as outras receitas subiram 71,8%, para ¥3.342 mil. O documento não informa os valores do ano anterior por serviço, apenas os percentuais.
A empresa diz ter levado o Manabi-aid Master, que combina videoaulas com funções de gestão, aos grandes cursinhos e ter aproveitado essas implantações para vender desenvolvimento de sistemas e serviços opcionais. Também vende serviços voltados aos ingressos universitários por recomendação, ampliados pela reforma dos vestibulares, entre eles um serviço de correção de redações, e lançou um novo serviço de respostas a perguntas. No âmbito da aliança de capital e negócios firmada em maio de 2025, implantou o Manabi-aid Master na rede de aulas individuais ITTO operada pela NOVA Holdings, desenvolveu com esse parceiro um modelo de sucesso e começou a estendê-lo a outros cursinhos, além de seguir com o desenvolvimento conjunto de sistemas para tornar a operação dos cursinhos mais eficiente.
Um alerta sobre continuidade operacional, e por que a administração não vê incerteza relevante
O documento informa que existem eventos ou condições capazes de gerar dúvida significativa sobre a capacidade da empresa de continuar operando. Cita o prejuízo operacional de ¥171.739 mil e o fluxo de caixa operacional negativo de ¥108.105 mil do exercício anterior, além de um primeiro trimestre novamente deficitário no nível operacional. A resposta começou com uma deliberação do conselho de 30 de maio de 2025 para emitir novas ações por colocação privada à Inayoshi Capital Partners (ICP) e formar uma aliança de capital e negócios, com a integralização concluída em 16 de junho de 2025. Depois, a NOVA Holdings, subsidiária da ICP, adquiriu todas as ações da empresa detidas pela ICP, entre outras etapas que incluíram uma oferta pública de aquisição, e hoje detém 51,63% dos direitos de voto como controladora. Caixa e equivalentes de caixa somavam ¥449.672 mil no fim do trimestre, e a administração avalia que não há preocupação relevante com a liquidez.
A administração lista três medidas. Primeiro, desde o segundo trimestre assumiu trabalhos de operação do negócio de cursinhos do grupo controlador, do qual espera uma melhora substancial da receita e do lucro operacional a partir do segundo trimestre. Segundo, desenvolve novos serviços de aprendizagem que combinam seu know-how em videoaulas e material didático com os conteúdos de ensino de idiomas e multilíngues do grupo NOVA. Terceiro, fortalece a gestão com pessoal e conhecimento operacional vindos do grupo controlador. Com base nisso, conclui que não há incerteza relevante quanto à continuidade operacional, e as demonstrações trimestrais não trazem nota sobre o tema.
O contrato de 1º de agosto com a NOVA Holdings
Como evento subsequente, a Manabi-aid assinou em 1º de agosto de 2026 com a NOVA Holdings um acordo básico de operação do grupo para o negócio de cursinhos e assumiu as funções de sede desse negócio. O escopo vai do planejamento curricular e da concepção e desenvolvimento de materiais, serviços e produtos a vendas e atendimento, operação das unidades, funções de franqueadora e abertura de unidades. A remuneração é calculada sobre a receita de royalties das unidades do grupo NOVA cobertas pelo acordo, e a Manabi-aid, por sua vez, paga taxas de uso pelo suporte recebido, como o sistema de gestão de alunos e salas. O contrato vai de 1º de agosto de 2026 a 31 de julho de 2027 e é renovado automaticamente por um ano, salvo recusa comunicada até seis meses antes do vencimento. A empresa diz que a receita resultante já está refletida na projeção anual; o documento não informa valor.
Balanço: recebíveis cobrados, caixa quase estável
O ativo total caiu 8,4%, para ¥567 milhões, ante ¥619 milhões em 30 de abril de 2026. Contas a receber e ativos de contrato recuaram ¥32.993 mil, para ¥37.589 mil, e caixa e depósitos ¥10.200 mil, para ¥449.672 mil. O passivo total diminuiu ¥7.430 mil, para ¥75.113 mil, com outras contas a pagar ¥5.910 mil menores e empréstimos de longo prazo zerados, fora a parcela circulante de ¥13.850 mil, enquanto os passivos de contrato subiram para ¥18.694 mil, ante ¥4.117 mil. O patrimônio líquido caiu exatamente o valor do prejuízo do trimestre, ¥44.348 mil, para ¥492 milhões, e o índice de patrimônio líquido ficou em 86,8%, ante 86,7%. Não foi elaborada demonstração trimestral dos fluxos de caixa; a depreciação foi de ¥2.147 mil, ante ¥1.813 mil.
Projeção: volta ao lucro, sem alteração
A projeção anual do EF4/2027 não mudou em relação à publicada em 15 de junho de 2026: receita de ¥708 milhões, alta de 93,5%, lucro operacional de ¥105 milhões, lucro ordinário de ¥106 milhões e lucro líquido de ¥83 milhões, ou ¥24,51 por ação. O documento não traz variação percentual para as linhas de lucro. O primeiro trimestre entregou 10,9% da receita projetada, o que deixa cerca de ¥631 milhões de receita e cerca de ¥149 milhões de lucro operacional para os nove meses restantes, se a projeção for cumprida — uma virada que a empresa associa ao contrato com o grupo controlador, que começa a contribuir no segundo trimestre. Não houve dividendo referente ao EF4/2026 e nenhum está previsto para o EF4/2027.
| Indicador | 1T EF4/2027 | 1T EF4/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receita (milhões de ¥) | 76 | 57 | +34,3% |
| Custo das vendas (milhões de ¥) | 46 | 51 | −10,1% |
| Lucro bruto (milhões de ¥) | 30 | 5 | +419,5% |
| Margem bruta | 40,0% | 10,3% | +29,7 p.p. |
| Despesas comerciais e administrativas (milhões de ¥) | 75 | 83 | −10,2% |
| Lucro operacional (milhões de ¥) | −44 | −77 | prejuízo reduzido |
| Lucro ordinário (milhões de ¥) | −44 | −85 | prejuízo reduzido |
| Lucro líquido (milhões de ¥) | −44 | −85 | prejuízo reduzido |
| LPA (¥) | −12,99 | −30,04 | prejuízo reduzido |
| Receita do Manabi-aid Master for School (milhares de ¥) | 49.684 | — | +196,8% |
| Receita do Manabi-aid Master (milhares de ¥) | 16.070 | — | −16,9% |
| Receita do Manabi-aid for Enterprise (milhares de ¥) | 7.832 | — | −59,3% |
| Outras receitas (milhares de ¥) | 3.342 | — | +71,8% |
| Ativos totais (milhões de ¥) | 567 | 619 | −8,4% |
| Caixa e depósitos (milhões de ¥) | 449 | 459 | −2,2% |
| Patrimônio líquido (milhões de ¥) | 492 | 536 | −8,3% |
| Índice de patrimônio líquido | 86,8% | 86,7% | +0,1 p.p. |
| Projeção EF4/2027 — receita (milhões de ¥) | 708 | — | +93,5% |
| Projeção EF4/2027 — lucro operacional (milhões de ¥) | 105 | — | de prejuízo a lucro |
| Projeção EF4/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥) | 106 | — | n.s. |
| Projeção EF4/2027 — lucro líquido (milhões de ¥) | 83 | — | n.s. |
| Projeção EF4/2027 — LPA (¥) | 24,51 | — | n.s. |
| Dividendo anual por ação (¥) | 0,00 | 0,00 | inalterado |
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