Crescimento pela conversão, lucro pela restituição tarifária
A Makita Corporation (TSE: 6586) divulgou em 29 de julho de 2026 os resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027, referentes a 1º de abril–30 de junho de 2026 sob IFRS. A receita subiu 10,7%, para ¥206.550 milhões, o lucro operacional 17,2%, para ¥30.565 milhões, o lucro antes de impostos 21,5%, para ¥32.645 milhões, e o lucro atribuível aos controladores 18,6%, para ¥22.866 milhões. O lucro por ação chegou a ¥88,70, ante ¥72,07.
A direção é explícita sobre o que aconteceu e o que não aconteceu. Em moeda local, o desempenho do grupo ficou estável na comparação anual; o aumento reportado de receita vem do iene mais fraco. O trimestre foi convertido a ¥159,57 por dólar, ante ¥144,59; ¥185,41 por euro, ante ¥163,81; e ¥23,45 por yuan, ante ¥19,99. Do lado do lucro, o motor é nomeado com igual clareza: o índice de custos melhorou por causa de uma restituição de tarifas norte-americanas.
Um único segmento carrega o trimestre
A tabela de segmentos por origem de embarque deixa a concentração óbvia. A América do Norte elevou a receita em 18,4%, para ¥23.311 milhões, e o lucro operacional de ¥327 milhões para ¥4.596 milhões — alta de mais de 1.300% e, sozinha, maior que todo o incremento de lucro do grupo, de ¥4.496 milhões. A Ásia somou receita 11,3% maior, a ¥8.906 milhões, e lucro 13,7% maior, a ¥6.833 milhões.
Os dois maiores segmentos recuaram em lucro. A Europa cresceu 10,8% em receita, para ¥104.042 milhões, mas o lucro operacional caiu 21,1%, para ¥8.026 milhões. O Japão ficou estável em receita, a ¥38.434 milhões, e perdeu 26,4% do lucro, a ¥6.710 milhões. Os ajustes de grupo passaram de uma despesa de ¥1.417 milhões para um crédito de ¥3.482 milhões.
Mercados: América Latina e América do Norte lideram, Oriente Médio cai
Medida por mercado final em vez de origem de embarque, a América Latina cresceu mais rápido, 28,1%, para ¥14.816 milhões, com ferramentas sem fio XGT e equipamentos de jardinagem a bateria para agricultura, mineração e infraestrutura. A América do Norte subiu 18,6%, para ¥22.663 milhões, ajudada pela ação promocional de um grande cliente de home center ligada à Copa do Mundo da América do Norte e Central, mesmo com juros altos e custos de construção mantendo fraco o investimento residencial.
A Europa somou 11,2%, para ¥103.259 milhões, graças ao iene fraco, apesar de um mercado de construção apagado e de uma onda de calor recorde; a Oceania subiu 10,9%, para ¥15.728 milhões; o Japão fez 4,1%, para ¥33.653 milhões, com equipamentos de jardinagem sem fio e a linha de lítio 40Vmax XGT compensando a queda dos lançamentos residenciais; a Ásia subiu 3,0%, para ¥12.173 milhões, com a fraqueza imobiliária chinesa contagiando mercados vizinhos. Apenas o Oriente Médio e a África caíram, 10,8%, para ¥4.259 milhões, atingidos pelo conflito regional e pelo fechamento do estreito de Ormuz.
Um balanço-fortaleza e um dividendo intermediário quadruplicado
Os ativos totais subiram ¥10.329 milhões, para ¥1.191.514 milhões, sobretudo por estoques maiores; o passivo cresceu ¥897 milhões, para ¥177.541 milhões; e o patrimônio subiu ¥9.432 milhões, para ¥1.013.973 milhões, principalmente por variação cambial de conversão. O índice de patrimônio atribuível aos controladores está em 84,5%, alta de 0,1 ponto. O resultado abrangente de ¥47.007 milhões foi 74,5% maior, refletindo o mesmo efeito de conversão.
A Makita fixou o dividendo intermediário em ¥79,00 por ação, ante ¥20,00 um ano antes. Os valores do dividendo final e do anual seguem indeterminados. O quadro de pessoal somava 17.672 empregados, ante 17.732 um ano antes, e as fábricas no exterior responderam por 92,6% da produção em unidades.
Projeção intocada
A companhia manteve inalterada a projeção anual emitida em 28 de abril, citando um ambiente operacional e cambial incerto: receita de ¥820.000 milhões (+5,5%), lucro operacional de ¥110.000 milhões (+5,1%), lucro antes de impostos de ¥111.000 milhões (+2,8%) e lucro atribuível aos controladores de ¥81.000 milhões (+2,0%), para lucro por ação de ¥314,22. Suas premissas anuais são ¥155 por dólar, ¥180 por euro e ¥22,5 por yuan — em todos os casos um iene mais forte do que o efetivamente registrado no primeiro trimestre.
| Indicador | 1T EF3/2027 | 1T EF3/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receita (milhões de ¥) | 206.550 | 186.614 | +10,7% |
| Lucro operacional (milhões de ¥) | 30.565 | 26.069 | +17,2% |
| Margem operacional | 14,8% | 14,0% | +0,8 p.p. |
| Lucro antes de impostos (milhões de ¥) | 32.645 | 26.865 | +21,5% |
| Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 22.866 | 19.281 | +18,6% |
| Resultado abrangente (milhões de ¥) | 47.007 | 26.936 | +74,5% |
| LPA (¥) | 88,70 | 72,07 | +23,1% |
| Japão — receita (milhões de ¥) | 38.434 | 38.095 | +0,9% |
| Japão — lucro do segmento (milhões de ¥) | 6.710 | 9.112 | −26,4% |
| Europa — receita (milhões de ¥) | 104.042 | 93.894 | +10,8% |
| Europa — lucro do segmento (milhões de ¥) | 8.026 | 10.171 | −21,1% |
| América do Norte — receita (milhões de ¥) | 23.311 | 19.690 | +18,4% |
| América do Norte — lucro do segmento (milhões de ¥) | 4.596 | 327 | +1.305,5% |
| Ásia — receita (milhões de ¥) | 8.906 | 7.999 | +11,3% |
| Ásia — lucro do segmento (milhões de ¥) | 6.833 | 6.012 | +13,7% |
| Ativos totais (milhões de ¥) | 1.191.514 | 1.181.185 | +0,9% |
| Patrimônio atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 1.006.541 | 997.340 | +0,9% |
| Índice de patrimônio líquido | 84,5% | 84,4% | +0,1 p.p. |
| Projeção EF3/2027 — receita (milhões de ¥) | 820.000 | — | +5,5% |
| Projeção EF3/2027 — lucro operacional (milhões de ¥) | 110.000 | — | +5,1% |
| Projeção EF3/2027 — lucro antes de impostos (milhões de ¥) | 111.000 | — | +2,8% |
| Projeção EF3/2027 — lucro líquido (milhões de ¥) | 81.000 | — | +2,0% |
| Projeção EF3/2027 — LPA (¥) | 314,22 | — | — |
| Dividendo intermediário por ação (¥) | 79,00 | 20,00 | +295,0% |
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