A Ryomo Systems Co., Ltd. (TSE: 9691), integradora de sistemas regional que desenvolve software para companhias de saneamento, governos locais, escolas e empresas de energia, divulgou resultados consolidados do primeiro trimestre referentes aos três meses encerrados em 30 de junho de 2026 segundo as normas contábeis japonesas (J-GAAP) — e os apresentou em torno de um comunicado incomum. A empresa afirmou que espera ser retirada da bolsa assim que os procedimentos previstos forem concluídos e que, portanto, não divulga projeção consolidada para o exercício encerrado em março de 2027. A receita do trimestre subiu 6,1% para ¥4.801 milhões, enquanto o lucro operacional caiu 60,4% para ¥140 milhões, o lucro ordinário recuou 54,0% para ¥162 milhões e o lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora despencou 65,3% para ¥75 milhões.
Uma OPA que encerra a listagem
A empresa remeteu a dois comunicados próprios. Em 14 de maio de 2026, manifestou apoio à oferta pública de aquisição de suas ações lançada pelo acionista controlador Mitsuba Corporation em conjunto com a Chubu Electric Power Co., Inc., recomendou que os acionistas aderissem à oferta e divulgou um acordo de aliança de capital e de negócios firmado com a Chubu Electric Power. Em 9 de julho de 2026, anunciou os resultados dessa OPA e a consequente mudança de seus principais acionistas. Como se espera que as ações sejam retiradas da bolsa após os procedimentos previstos, a empresa omitiu integralmente a projeção para o FY3/2027. Iniciada em 15 de maio, a OPA encerrou-se em 8 de julho de 2026 e também consta do relatório trimestral como evento subsequente relevante.
Nenhum dividendo para o FY3/2027
A mesma mudança societária elimina a remuneração ao acionista. Em aviso de 14 de maio de 2026 sobre a distribuição de reservas, a Ryomo Systems deliberou não pagar nem dividendo intermediário nem dividendo final referente ao FY3/2027. Isso contrasta com o exercício anterior, quando a empresa pagou ¥22,00 no intermediário e ¥22,00 no fechamento, totalizando ¥44,00 por ação no ano. O lucro básico por ação do trimestre foi de ¥21,66, ante ¥62,34 um ano antes.
Ambos os segmentos crescem em receita, mas lucram menos
O negócio do setor público elevou a receita em 5,0%, para ¥2.344 milhões, enquanto o lucro do segmento caiu 15,0%, para ¥355 milhões. As vendas do sistema "WINS" a companhias de saneamento e de equipamentos de TI e serviços associados a escolas mantiveram-se firmes, mas o desenvolvimento de software e a venda de sistemas recuaram diante de uma base de comparação exigente, ligada aos trabalhos de padronização de sistemas de governos locais do ano anterior. O negócio social e industrial ampliou a receita em 7,1%, para ¥2.457 milhões, com lucro do segmento 8,6% menor, em ¥373 milhões: o negócio de mobilidade encolheu com a mudança do ambiente operacional em torno da indústria automotiva, compensada por grandes projetos de integração de sistemas para empresas de energia e por vendas estáveis do sistema "GIOS". O resultado abrangente do trimestre foi de ¥143 milhões, queda de 33,0%.
Balanço se fortalece e o caixa cresce
Os ativos totais recuaram para ¥26.763 milhões, ante ¥27.896 milhões no fechamento do exercício em março, principalmente pela queda em títulos e contas a receber. O patrimônio líquido subiu ligeiramente para ¥16.427 milhões, ante ¥16.361 milhões, elevando o índice de capital próprio para 61,4%, ante 58,7%. O fluxo de caixa operacional foi de ¥1.736 milhões (¥1.998 milhões um ano antes), as atividades de investimento consumiram ¥126 milhões e as de financiamento, ¥358 milhões, deixando o caixa e equivalentes ao fim do período em ¥7.889 milhões, alta de ¥1.256 milhões em relação ao fechamento do exercício.
Quarto ano do 10.º plano de médio prazo
No plano operacional, o grupo está no quarto ano de seu 10.º Plano de Gestão de Médio Prazo (FY2023–FY2027), conduzido sob a política de "elevar a força conjunta do grupo, enfrentar questões sociais e crescer junto com os clientes", tendo "velocidade", "transformação" e "criação de novo valor" como palavras-chave e três temas prioritários: fortalecer e expandir, transformar e crescer, e reforma estrutural. A administração descreveu uma economia japonesa em recuperação moderada, com lucros corporativos em melhora, mas apontou a alta dos preços de matérias-primas e energia e a cautela diante de um cenário internacional instável como razões pelas quais as perspectivas seguem incertas.
| Métrica | 1T FY3/2027 | 1T FY3/2026 | Var. anual |
|---|---|---|---|
| Receita (¥ milhões) | 4.801 | 4.526 | +6,1% |
| Lucro operacional (¥ milhões) | 140 | 354 | -60,4% |
| Lucro ordinário (¥ milhões) | 162 | 352 | -54,0% |
| Lucro líquido atrib. aos proprietários (¥ milhões) | 75 | 218 | -65,3% |
| Resultado abrangente (¥ milhões) | 143 | 213 | -33,0% |
| LPA básico (¥) | 21,66 | 62,34 | -65,3% |
| Receita setor público (¥ milhões) | 2.344 | 2.232 | +5,0% |
| Lucro do segmento setor público (¥ milhões) | 355 | 418 | -15,0% |
| Receita social e industrial (¥ milhões) | 2.457 | 2.294 | +7,1% |
| Lucro do segmento social e industrial (¥ milhões) | 373 | 408 | -8,6% |
| Dividendo anual (¥) | Nenhum | 44,00 | n/d |
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