A Japan Tobacco Inc. (TSE: 2914), fabricante das marcas Mevius, Winston e Camel e um dos maiores grupos de tabaco do mundo, divulgou os resultados consolidados do primeiro semestre do exercício encerrado em dezembro de 2026 — os seis meses de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026 — sob as normas IFRS. A receita subiu 17,7% para ¥1.986.070 milhões, o lucro operacional saltou 29,0% para ¥644.940 milhões, o lucro antes dos impostos avançou 32,4% para ¥605.999 milhões e o lucro atribuível aos acionistas da controladora disparou 35,0% para ¥431.829 milhões. O LPA básico foi de ¥243,24, ante ¥180,19; o LPA diluído foi de ¥243,22. O resultado abrangente cresceu 16,1% para ¥543.292 milhões.
O tabaco carrega o resultado
O negócio de tabaco gerou receita de ¥1.905.593 milhões, ante ¥1.608.779 milhões um ano antes, e lucro operacional ajustado de ¥682.902 milhões contra ¥544.920 milhões — um avanço de 25,3%. A receita das marcas próprias da JT subiu 19,1% para ¥1.828.405 milhões, de ¥1.534.808 milhões; no semestre anterior essa base se dividia em ¥753.692 milhões do cluster EMA (África, Oriente Médio, Europa Oriental, Turquia, Américas e todo o duty-free), ¥417.314 milhões da Ásia e ¥363.802 milhões da Europa Ocidental. Os alimentos processados, o segundo pilar do grupo, elevaram a receita externa em 3,2%, para ¥79.237 milhões, e o lucro operacional ajustado em 58,5%, para ¥4.070 milhões, além de ¥1.240 milhões de outras receitas e de uma despesa corporativa e de eliminações de ¥25.269 milhões. O lucro operacional ajustado consolidado alcançou ¥661.721 milhões, ante ¥524.493 milhões; a câmbio constante, o lucro operacional ajustado subiu 19,4% para ¥626.147 milhões.
Uma base de comparação remodelada
Duas mudanças de apresentação estão por trás das taxas de crescimento. A JT transferiu seu negócio farmacêutico para a Shionogi e vendeu sua participação na Torii Pharmaceutical, de modo que essa unidade passa a ser reportada como operação descontinuada e o semestre do ano anterior foi reapresentado somente com operações continuadas — razão pela qual a companhia não exibe variação percentual anual nas próprias linhas comparativas reapresentadas. Além disso, a partir do primeiro trimestre de 2026 a JT ampliou a definição de lucro operacional ajustado para excluir também o lucro correspondente aos pagamentos parcelados previstos no acordo do litígio sobre tabagismo e saúde no Canadá, no qual sua subsidiária local JTI-Macdonald Corp. é ré. O período anterior foi reapresentado na mesma base.
Balanço e fluxo de caixa
O ativo total somava ¥8.669.953 milhões em 30 de junho, ¥250,7 bilhões acima do fechamento de dezembro, enquanto o passivo total caiu ¥56,9 bilhões, para ¥4.246,9 bilhões. O patrimônio total subiu ¥307,7 bilhões, para ¥4.423.050 milhões, dos quais ¥4.393.958 milhões atribuíveis aos acionistas da controladora — elevando o índice de capital próprio a 50,7%, de 48,5%, e o valor patrimonial por ação a ¥2.474,86. O fluxo de caixa operacional quase dobrou, para ¥331,3 bilhões, de ¥167,5 bilhões; a saída de investimento diminuiu para ¥58,4 bilhões, de ¥132,0 bilhões; e o financiamento absorveu ¥278,2 bilhões, contra ¥230,9 bilhões. O caixa e equivalentes encerrou o semestre em ¥827,9 bilhões, ¥3,2 bilhões abaixo do nível de início do ano.
Dividendo previsto elevado a ¥272
A JT elevou sua projeção de dividendo para o FY2026 a ¥136 no pagamento intermediário e ¥136 no fechamento do exercício, ou seja, ¥272 anuais — acima dos ¥234 pagos no FY2025 (¥104 intermediários mais ¥130 finais). O valor deriva de um índice de distribuição de 75,2% aplicado a um lucro líquido de ¥642,0 bilhões após o ajuste pelos pagamentos do acordo canadense. A companhia tinha 2.000.000.000 de ações emitidas e 224.560.241 em tesouraria ao fim do período, sobre uma média ponderada de 1.775.345.282 ações.
Projeção anual elevada em todas as linhas
A administração elevou todas as linhas principais de sua projeção para o FY2026. Agora projeta receita de ¥3.885.000 milhões (+12,0%), lucro operacional ajustado de ¥1.035.000 milhões (+16,9%), lucro operacional de ¥1.008.000 milhões (+16,3%) e lucro atribuível aos acionistas de ¥644.000 milhões (+26,2%), com LPA de ¥362,74; a câmbio constante, o lucro operacional ajustado é projetado em ¥988.000 milhões (+11,6%). Em relação à projeção anterior, isso representa ¥188,0 bilhões (+5,1%) a mais de receita, ¥80,0 bilhões (+8,4%) a mais de lucro operacional ajustado, ¥87,0 bilhões (+9,4%) a mais de lucro operacional e ¥74,0 bilhões a mais de lucro líquido. Medida contra as operações continuadas do FY2025, de ¥499.081 milhões, a meta de lucro líquido implica crescimento de 29,0%. Sob o comando do diretor-presidente Takehiko Tsutsui, a JT busca no médio prazo um crescimento médio anual de um dígito médio a alto no lucro operacional ajustado a câmbio constante, e o período do Business Plan 2026, que abrange do FY2026 ao FY2028, assume uma média de um dígito alto.
| Indicador | 1S FY2026 | 1S FY2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receita (¥ bilhões) | 1.986,07 | 1.686,79 | +17,7% |
| Lucro operacional (¥ bilhões) | 644,94 | 500,13 | +29,0% |
| Lucro operacional ajustado (¥ bilhões) | 661,72 | 524,49 | +26,2% |
| Lucro antes dos impostos (¥ bilhões) | 606,00 | 457,76 | +32,4% |
| Lucro atribuível aos acionistas (¥ bilhões) | 431,83 | 319,91 | +35,0% |
| LPA básico (¥) | 243,24 | 180,19 | +35,0% |
| Índice de capital próprio (%, fim de junho vs. fim de dezembro de 2025) | 50,7 | 48,5 | +2,2 p.p. |
| Dividendo anual (¥, projeção FY26 vs. FY25) | 272,00 | 234,00 | +16,2% |
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