A Nomura Real Estate Holdings, Inc. (TSE: 3231), uma das maiores incorporadoras imobiliárias listadas do Japão, divulgou resultados consolidados do primeiro trimestre do exercício encerrado em março de 2027 — os três meses de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — sob as normas contábeis japonesas (J-GAAP). A receita caiu 13,7% para ¥191.064 milhões, o lucro operacional recuou 30,6% para ¥25.540 milhões, o lucro ordinário caiu 36,2% para ¥21.648 milhões e o lucro atribuível aos proprietários da controladora encolheu 36,5% para ¥14.728 milhões. O lucro por ação foi de ¥17,23, ante ¥26,99. O resultado abrangente, favorecido por ganhos de avaliação, foi a única linha em alta: 37,1% a mais, a ¥18.013 milhões.
O lucro de negócios — a medida de resultado preferida da companhia, que soma ao lucro operacional a participação nos resultados de coligadas pelo método da equivalência patrimonial, a amortização de intangíveis originados de aquisições e os ganhos ou perdas na venda de participações em sociedades de projeto no exterior — caiu 29,8% para ¥27.161 milhões, ante ¥38.679 milhões.
Desenvolvimento Urbano lidera a queda
A retração mais acentuada veio de Desenvolvimento Urbano, onde a receita externa caiu para ¥47.418 milhões, ante ¥60.797 milhões, e o lucro operacional foi mais do que reduzido à metade, para ¥5.382 milhões, ante ¥11.044 milhões — um lembrete de quão irregulares são as vendas de imóveis de renda de um trimestre para outro. Em Residencial, o maior segmento do grupo, a receita caiu para ¥100.437 milhões, ante ¥118.208 milhões, e o lucro operacional cedeu para ¥15.463 milhões, ante ¥18.590 milhões, refletindo um cronograma mais leve de entregas de apartamentos no trimestre de abertura.
Entre os demais segmentos, Intermediação e CRE foi o único de porte relevante a ganhar receita, com ¥14.720 milhões contra ¥14.380 milhões, embora seu lucro operacional também tenha cedido para ¥4.436 milhões, ante ¥5.250 milhões. Administração Predial também ampliou a receita, para ¥23.417 milhões ante ¥22.803 milhões, mas o lucro operacional caiu para ¥1.181 milhões, ante ¥1.824 milhões, por custos maiores de operação de edifícios. Gestão de Ativos ficou praticamente estável, com receita de ¥4.249 milhões e lucro operacional de ¥2.877 milhões.
Exterior aprofunda o prejuízo
O segmento Exterior gerou apenas ¥755 milhões de receita externa e ampliou seu prejuízo operacional para ¥2.925 milhões, ante ¥1.359 milhões um ano antes. Na linha do lucro de negócios a reviravolta é ainda mais forte: prejuízo de ¥1.656 milhões contra lucro de ¥132 milhões no ano passado, em grande parte porque o trimestre do exercício anterior se beneficiou de vendas de participações em sociedades de projeto no exterior que não se repetiram. Despesas corporativas não alocadas de ¥2.503 milhões deixaram a linha corporativa e de eliminações em −¥913 milhões, menos negativa que os −¥1.690 milhões do ano anterior.
Balanço estável, dividendo elevado em 10%
O ativo total subiu ligeiramente para ¥2.836.892 milhões em 30 de junho de 2026, ante ¥2.811.989 milhões no fechamento de março, com os estoques de incorporação seguindo em formação. O patrimônio líquido ficou praticamente estável em ¥802.282 milhões, com patrimônio dos acionistas de ¥801.665 milhões e um índice de capital próprio de 28,3%, ligeiramente abaixo dos 28,5%. A companhia tinha 917.942.685 ações emitidas e 61.545.182 em tesouraria — número que inclui as ações mantidas por seu trust BIP de remuneração de executivos e por seu trust ESOP de outorga de ações — para uma média ponderada de 854.755.059 ações.
Apesar do início fraco, o conselho manteve o plano de elevar a remuneração: dividendo intermediário de ¥22,00 e dividendo final de ¥22,00, totalizando ¥44,00 ao ano, ante os ¥40,00 (¥18,00 mais ¥22,00) efetivamente pagos no exercício encerrado em março de 2026 — alta de 10%.
Projeções intocadas e muito concentradas no segundo semestre
A administração, liderada pelo presidente e diretor representante Satoshi Arai, deixou as projeções anuais inteiramente inalteradas: receita de ¥1.080.000 milhões (+14,6%), lucro operacional de ¥140.000 milhões (+1,3%), lucro de negócios de ¥150.000 milhões (+1,8%), lucro ordinário de ¥125.000 milhões (+0,2%) e lucro atribuível aos proprietários de ¥86.000 milhões (+3,8%), para um LPA de ¥100,48.
Isso deixa um restante de ano exigente. O lucro líquido do primeiro trimestre representa apenas cerca de 17% da meta anual, e a receita do trimestre apenas cerca de 18% do objetivo de ¥1,08 trilhão. Para uma incorporadora cujas entregas de apartamentos e vendas de imóveis de renda se concentram no segundo semestre, esse formato é normal, e não alarmante — mas concentra a carga de execução nos nove meses restantes.
| Indicador | 1T FY2027/3 | 1T FY2026/3 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receita (¥ bilhões) | 191,06 | 221,42 | -13,7% |
| Lucro operacional (¥ bilhões) | 25,54 | 36,80 | -30,6% |
| Lucro de negócios (¥ bilhões) | 27,16 | 38,68 | -29,8% |
| Lucro ordinário (¥ bilhões) | 21,65 | 33,92 | -36,2% |
| Lucro atribuível aos proprietários (¥ bilhões) | 14,73 | 23,19 | -36,5% |
| LPA (¥) | 17,23 | 26,99 | -36,2% |
| Índice de capital próprio (% — vs 31 mar. 2026) | 28,3 | 28,5 | -0,2 p.p. |
| Dividendo anual, projetado (¥) | 44,00 | 40,00 | +10,0% |
A JapanStockPulse fornece conteúdo apenas informativo e não constitui aconselhamento de investimento. Os números provêm do comunicado de resultados publicado pela empresa e podem estar sujeitos a revisão posterior.