A Hirose Tsusho Co., Ltd. (TSE: 7185), corretora de câmbio de varejo sediada em Osaka e responsável pela plataforma LION FX, divulgou seus resultados consolidados do primeiro trimestre do exercício encerrado em março de 2027 — os três meses de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — sob as normas contábeis japonesas (J-GAAP). A receita operacional subiu 21,8% para ¥3.123 milhões, a receita operacional líquida avançou 21,6% para ¥3.096 milhões, o lucro operacional cresceu 53,8% para ¥1.242 milhões, o lucro ordinário aumentou 52,6% para ¥1.240 milhões e o lucro líquido atribuível aos controladores subiu 48,1% para ¥802 milhões. O lucro básico por ação foi de ¥130,49, ante ¥88,53, e o diluído de ¥130,04, ante ¥87,95. A comparação favorece o trimestre: um ano antes, esses mesmos três meses tinham visto o lucro operacional cair 34,1% e a receita recuar 8,4%.
Menos operações, muito mais receita em cada uma
O número mais chamativo do trimestre é justamente o que encolheu. O volume de negociação de câmbio ficou em 2,3602 trilhões de unidades de moeda, queda de 27,2% no ano, o que a empresa atribuiu à manutenção do dólar/iene e de outros pares contra o iene em níveis elevados, com volatilidade persistentemente baixa. Ainda assim, a receita cresceu mais de um quinto. Aplicando a queda divulgada de 27,2%, deduz-se um volume de cerca de 3,24 trilhões de unidades um ano antes, o que colocaria a receita operacional em torno de ¥1.320 milhões por trilhão de unidades negociadas neste trimestre, contra cerca de ¥790 milhões um ano antes: um aumento de dois terços na receita capturada por unidade de fluxo de clientes. Essa distância crescente entre volume e receita é a origem de todo o avanço do lucro: o resultado de negociação alcançou ¥3.094 milhões contra ¥2.552 milhões, enquanto o volume subjacente caía. O dinheiro dos clientes andou no sentido oposto ao do volume. As contas de clientes estavam em 455.193 em 30 de junho, alta de 1,0% em relação ao encerramento do exercício anterior, e os depósitos de garantia de câmbio recebidos subiram 6,9% para ¥94.488 milhões. A Hirose Tsusho omitiu do comunicado o número de contas, os depósitos de garantia e os volumes de CFD, alegando que continuam pequenos em relação aos números de câmbio.
Spreads menores, minis de ouro e prata e sorteios de freezer
A empresa descreveu um mercado de câmbio que se movimentou em três fases. O agravamento das tensões no Oriente Médio empurrou os preços do petróleo para cima e provocou compras de dólar como porto seguro, enfraquecendo o iene; a intervenção do governo e do Banco do Japão, comprando ienes e vendendo dólares, fortaleceu brevemente a moeda japonesa; e preços do petróleo obstinadamente altos, somados às crescentes expectativas de aumento de juros nos Estados Unidos, voltaram a impulsionar o dólar, de modo que o trimestre terminou em torno do nível de ¥162. Com as cotações presas em uma faixa estreita durante parte desse período, a Hirose Tsusho apostou em produto e promoção para manter os clientes operando. Em maio de 2026 estreitou o spread do rand sul-africano/iene. Em junho passou a oferecer CFDs mini de ouro e mini de prata — dois contratos que reduzem a um décimo o capital necessário em relação aos produtos existentes — voltados ao interesse do varejo por metais em meio a fortes oscilações de preços. Também incorporou à LION FX C2 uma função de exibição risco-retorno que mostra de imediato a faixa previsível de perda e de ganho ao redor do ponto de clique antes da abertura da operação. Ao lado disso, promoveu campanhas de brindes de alimentos e mercadorias — encabeçadas por um freezer aprimorado — e campanhas de cashback para a abertura de novas contas.
Custos cresceram 7% contra um ganho de 22% na receita
As despesas com vendas, gerais e administrativas subiram para ¥1.854 milhões, de ¥1.739 milhões, alta de cerca de 6,6% contra os 21,8% de aumento da receita operacional — e é essa diferença que elevou a margem operacional para 39,8% da receita operacional, de 31,5%. A receita financeira subiu para ¥29 milhões, de ¥11 milhões, e as despesas financeiras para ¥26 milhões, de ¥17 milhões, deixando a receita operacional líquida ¥26 milhões abaixo da linha de receita operacional. Abaixo da linha operacional, os valores são pequenos, mas não inteiramente rotineiros: receitas não operacionais de ¥2,1 milhões foram superadas por despesas não operacionais de ¥4,0 milhões, que incluíram uma multa administrativa de ¥2,8 milhões e uma perda cambial de ¥1,2 milhão, reduzindo o crescimento do lucro ordinário a 52,6%, contra os 53,8% registrados na linha operacional. Um ganho extraordinário de ¥11 milhões com a liquidação de uma coligada elevou então o lucro antes de impostos a ¥1.252 milhões. Impostos de ¥449 milhões — ¥376 milhões correntes e ¥73 milhões diferidos — representaram uma alíquota efetiva de 35,9%, contra 33,2% um ano antes, razão pela qual o lucro líquido cresceu 48,1% enquanto o ordinário cresceu 52,6%. O resultado abrangente foi de ¥822 milhões, alta de 47,7%, após ¥19 milhões de ganhos de conversão cambial. A quantidade média ponderada de ações subiu apenas marginalmente, para 6.153.231, de 6.122.231.
Um balanço de ¥150.550 milhões com 14,8% de patrimônio
O ativo total alcançou ¥150.550 milhões em 30 de junho, ¥13.887 milhões acima dos ¥136.663 milhões do encerramento de março de 2026, com praticamente todo o aumento — ¥13.953 milhões — no ativo circulante. O maior movimento isolado foi a alta de ¥7.760 milhões nas contas fiduciárias segregadas de clientes, seguida de um aumento de ¥5.366 milhões nos depósitos de garantia de câmbio entregues a contrapartes, ¥573 milhões a mais em ativos de derivativos, ¥410 milhões a mais em receitas de câmbio a receber e ¥408 milhões a mais em outros depósitos; caixa e depósitos caíram ¥769 milhões, para ¥11.706 milhões. O passivo subiu ¥13.304 milhões, para ¥128.245 milhões, impulsionado pelo aumento de ¥6.128 milhões nas garantias recebidas de clientes, uma alta de ¥3.953 milhões nos empréstimos de curto prazo, para ¥11.053 milhões, ¥1.945 milhões a mais em passivos de derivativos e ¥1.060 milhões a mais em despesas de câmbio a pagar. O patrimônio líquido subiu ¥582 milhões, para ¥22.305 milhões, quase inteiramente pelo aumento de ¥563 milhões nas reservas de lucros, e o patrimônio dos controladores chegou a ¥22.287 milhões. Como os ativos cresceram muito mais rápido que o patrimônio, o índice de capital próprio recuou para 14,8%, de 15,9% — um nível que reflete a mecânica de balanço de custodiar dinheiro de clientes, e não alavancagem assumida por conta própria. Não foi elaborada demonstração trimestral de fluxo de caixa.
Ainda sem projeções anuais e com dividendo por definir
A Hirose Tsusho novamente deixou de publicar projeções consolidadas para o exercício completo, repetindo sua explicação habitual de que, como empresa de serviços de investimento, seus resultados são fortemente influenciados pela volatilidade cambial e pelas condições de mercado e são, portanto, difíceis de prever. Em lugar das projeções, divulga mensalmente receita operacional, número de contas de clientes, volume de negociação de câmbio e depósitos de garantia da clientela. A questão do dividendo está igualmente aberta: o estatuto social fixa o encerramento do segundo trimestre e o encerramento do exercício como datas de registro do dividendo, mas a empresa afirma que os valores relativos a essas datas estão indefinidos neste momento, de modo que nenhum número é projetado para o exercício encerrado em março de 2027 — frente ao dividendo anual de ¥39,00 pago pelo exercício encerrado em março de 2026, integralmente no fechamento do ano. Não houve revisão de qualquer projeção de dividendo anteriormente anunciada. O perímetro de consolidação mudou durante o trimestre, com a inclusão da Hirose Technology Co., Ltd. e a exclusão da HIROSE TRADING HK LIMITED, esta última a origem do ganho extraordinário de liquidação do trimestre. Das 6.883.500 ações emitidas, 730.269 estavam em tesouraria ao fim do trimestre, sem alteração em relação ao encerramento do exercício. A empresa não preparou material explicativo complementar nem realizou apresentação de resultados, e as demonstrações financeiras consolidadas trimestrais não foram submetidas a revisão por contador público certificado ou firma de auditoria.
| Indicador | 1T EF 3/2027 | 1T EF 3/2026 | Var. anual |
|---|---|---|---|
| Receita operacional (¥ milhões) | 3.123 | 2.564 | +21,8% |
| Receita operacional líquida (¥ milhões) | 3.096 | 2.547 | +21,6% |
| Lucro operacional (¥ milhões) | 1.242 | 807 | +53,8% |
| Margem operacional (%) | 39,8 | 31,5 | +8,3 p.p. |
| Lucro ordinário (¥ milhões) | 1.240 | 812 | +52,6% |
| Lucro líquido atribuível aos controladores (¥ milhões) | 802 | 542 | +48,1% |
| LPA básico (¥) | 130,49 | 88,53 | +47,4% |
| LPA diluído (¥) | 130,04 | 87,95 | +47,9% |
| Volume de câmbio (trilhões de unidades de moeda) | 2,3602 | — | −27,2% |
| Contas de câmbio de clientes (vs fim do EF 3/26) | 455.193 | — | +1,0% |
| Garantias de câmbio recebidas (¥ milhões, vs fim do EF 3/26) | 94.488 | 88.359 | +6,9% |
| Ativo total (¥ milhões, vs fim do EF 3/26) | 150.550 | 136.663 | +10,2% |
| Patrimônio líquido (¥ milhões, vs fim do EF 3/26) | 22.305 | 21.722 | +2,7% |
| Índice de capital próprio (%, vs fim do EF 3/26) | 14,8 | 15,9 | −1,1 p.p. |
| Projeção anual EF 3/27 | Não divulgada | — | — |
| Dividendo anual (¥, projeção EF 3/27 vs real EF 3/26) | Indefinido | 39,00 | — |
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