A Seria Co., Ltd. (TSE: 2782), que opera a rede de lojas de 100 ienes Seria, divulgou os resultados do primeiro trimestre do exercício encerrado em março de 2027 — os três meses de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — segundo as normas contábeis japonesas. O relatório é não consolidado: a Seria apresenta apenas as contas da controladora, de modo que não há números consolidados, nem linha de lucro atribuível aos proprietários da controladora, nem informação por segmento, já que a companhia constitui um único negócio de lojas de 100 ienes. As vendas líquidas subiram 15,0%, para ¥69.601 milhões, o lucro operacional 48,7%, para ¥6.163 milhões, o lucro ordinário 50,7%, para ¥6.288 milhões, e o lucro líquido trimestral 50,1%, para ¥4.199 milhões. O lucro básico por ação foi de ¥67,01, contra ¥37,18, sem número diluído. Junto com os resultados, a companhia elevou tanto a projeção do primeiro semestre quanto a do exercício completo.
As vendas em mesmas lojas ficaram 11,6% acima de um ano antes
O crescimento do trimestre foi predominantemente orgânico. As vendas das lojas próprias já existentes atingiram 111,6% do nível do ano anterior, um avanço que a companhia descreveu como superior às suas próprias expectativas. A Seria abriu 28 lojas próprias e fechou sete nos três meses, afirmando que o programa transcorreu praticamente conforme o plano após uma análise cuidadosa da rentabilidade dos pontos, e encerrou junho com 2.122 lojas próprias e 33 franqueadas, 2.155 no total. As aberturas concentraram-se em Kanto-Koshinetsu, que absorveu 16 das 28 e terminou com 719 lojas; Kyushu-Okinawa somou quatro, chegando a 235, Tokai-Hokuriku e Kansai três cada, chegando a 404 e 334, e Hokkaido-Tohoku e Chugoku-Shikoku uma cada, chegando a 244 e 186. Todas as regiões cresceram: Chugoku-Shikoku liderou com 117,2% do ano anterior, seguida de Kansai com 116,4%, Kyushu-Okinawa com 115,1%, Kanto-Koshinetsu com 115,0%, Tokai-Hokuriku com 114,3% e Hokkaido-Tohoku com 112,5%. Só Kanto-Koshinetsu gerou ¥25.314 milhões dos ¥68.914 milhões de vendas das lojas próprias. Sob o tema de assegurar os lucros do sobrevivente, a direção afirmou estar promovendo a simplificação do trabalho em todas as áreas do negócio, revisando as especificações dos produtos para conter a alta de custos, estreitando as relações com parceiros capazes de oferecer múltiplos pontos e priorizando as áreas onde ainda não está presente.
Menor índice de custo das vendas e alavancagem operacional ampliaram a margem para 8,9%
O salto do lucro veio de dois índices que se moveram ao mesmo tempo. O índice de custo das vendas caiu 0,4 ponto, para 58,2%, o que a companhia atribuiu ao bom desempenho das vendas de mercadorias de baixo custo, elevando o lucro bruto em 16,1%, para ¥29.073 milhões, com alta de 15,0% nas vendas. As despesas comerciais, gerais e administrativas subiram apenas 9,6%, para ¥22.910 milhões, bem abaixo do ritmo da receita, de modo que o índice de despesas sobre vendas caiu 1,6 ponto, para 32,9% — resultado que a Seria associou ao fato de as lojas existentes superarem o ano anterior e diluírem os custos fixos em maior volume. A combinação levou a margem operacional a 8,9%, ante 6,9%. Abaixo da linha operacional, uma receita não operacional líquida de ¥125 milhões levou o lucro ordinário a ¥6.288 milhões; uma perda por impairment de ¥56 milhões, contra ¥25 milhões um ano antes, foi o único item extraordinário, deixando lucro antes dos impostos de ¥6.232 milhões e imposto de renda de ¥2.032 milhões, uma alíquota efetiva de 32,6%. O imposto do período foi calculado aplicando ao lucro trimestral antes dos impostos uma alíquota efetiva anual razoavelmente estimada, tratamento contábil específico da informação trimestral que a Seria adota.
Os artigos de bazar sustentaram a receita enquanto confeitaria e alimentos recuaram
A Seria divide as vendas em três categorias de mercadoria, e uma delas é praticamente toda a companhia. Os artigos de bazar — utilidades domésticas, papelaria, cozinha e artesanato, as linhas que definem a rede — produziram ¥69.065 milhões, ou 115,3% do ano anterior, e 99,2% das vendas totais. A confeitaria e alimentos caiu para ¥479 milhões, 87,6% do valor do ano anterior, e as outras receitas, que incluem comissões de máquinas de venda automática instaladas nas lojas, subiram ligeiramente para ¥56 milhões, a 104,9%. As compras seguiram o mesmo padrão: compras totais de ¥41.450 milhões a 115,6% do ano anterior, com artigos de bazar em ¥41.076 milhões (115,9%) e confeitaria e alimentos em ¥318 milhões (84,3%). Por canal, as vendas das lojas próprias, de ¥68.914 milhões, cresceram a 115,0%, as vendas de franquias, de ¥553 milhões, a 119,3% — o ritmo mais rápido dos três — e as outras vendas, que cobrem atacado e exterior, somaram ¥133 milhões, a 106,6%.
O lucro por ação subiu 80% com um número de ações um sexto menor
O lucro básico por ação de ¥67,01 ficou 80,2% acima dos ¥37,18 de um ano antes — muito mais do que a alta de 50,1% do lucro líquido — porque o denominador encolheu. O número médio ponderado de ações do trimestre foi de 62.671.537, queda de 16,7% ante as 75.239.484 do trimestre do ano anterior. As ações emitidas permaneceram inalteradas em 75.840.000 tanto no encerramento do trimestre de junho quanto no de março, enquanto as ações em tesouraria somavam 13.168.465 contra 13.168.462 três meses antes — diferença de três ações — e a linha de ações em tesouraria no balanço ficou estável em menos ¥26.876 milhões. A Seria afirma ainda que não houve alteração significativa no patrimônio líquido durante o trimestre. A redução no número de ações, portanto, não resulta de uma recompra executada neste trimestre: os 13,17 milhões de ações em tesouraria, equivalentes a 17,4% das ações emitidas, já estavam em carteira no encerramento de março de 2026, e é a sua ausência da média do trimestre do ano anterior que abre a distância entre o crescimento do lucro e o do lucro por ação. O relatório não dá mais detalhes sobre quando ou como foram adquiridas.
Índice de patrimônio sobe 1,8 ponto, para 73,9%, com queda do passivo
O ativo total encerrou o trimestre em ¥128.047 milhões, ¥634 milhões abaixo do encerramento de março. O ativo circulante caiu ¥225 milhões, em grande parte por menor caixa e depósitos, em ¥7.948 milhões contra ¥8.311 milhões, mesmo com os estoques de mercadorias subindo para ¥26.979 milhões, de ¥26.056 milhões, à frente das novas lojas. O ativo não circulante recuou ¥408 milhões, principalmente no imobilizado. O passivo total caiu ¥2.374 milhões, para ¥33.469 milhões: o passivo circulante recuou ¥1.995 milhões, sobretudo por menores impostos de renda a pagar, e o não circulante ¥378 milhões, principalmente por obrigações de retirada de ativos. O patrimônio líquido subiu ¥1.740 milhões, para ¥94.577 milhões, com as reservas de lucros avançando para ¥118.576 milhões, de ¥116.883 milhões, levando o índice de patrimônio a 73,9%, ante 72,1%, e o patrimônio líquido por ação a ¥1.509,10, ante ¥1.481,33. Os investimentos do trimestre totalizaram ¥1.417 milhões, dos quais ¥1.090 milhões em edificações ligadas a aberturas de lojas e ¥208 milhões em depósitos de garantia, enquanto a depreciação foi de ¥1.374 milhões contra ¥1.264 milhões. A Seria não elabora demonstração trimestral dos fluxos de caixa.
Projeção anual de vendas elevada a ¥276.100 milhões e o lucro operacional a ¥22.100 milhões
A Seria revisou para cima as projeções publicadas em 8 de maio, citando vendas de lojas existentes acima do plano e índices de custo das vendas e de despesas abaixo do previsto. Para o primeiro semestre, espera agora vendas líquidas de ¥136.500 milhões, ¥2.500 milhões ou 1,9% acima do plano anterior, lucro operacional de ¥10.900 milhões, ¥1.000 milhões ou 10,1% a mais, lucro ordinário de ¥11.100 milhões, 9,9% a mais, e lucro líquido semestral de ¥7.300 milhões, ¥600 milhões ou 9,0% a mais, para um lucro semestral por ação de ¥116,48 contra ¥106,90. Medido contra o primeiro semestre do ano anterior — vendas líquidas ¥121.382 milhões, lucro operacional ¥8.351 milhões, lucro ordinário ¥8.443 milhões e lucro líquido semestral ¥5.652 milhões — o novo plano implica crescimentos de 12,5%, 30,5%, 31,5% e 29,2%. Para o exercício completo, a companhia projeta vendas líquidas de ¥276.100 milhões (¥2.500 milhões ou 0,9% acima do plano anterior e 8,0% acima dos ¥255.695 milhões do ano encerrado em março de 2026), lucro operacional de ¥22.100 milhões (¥1.000 milhões ou 4,7% a mais, e 5,4% em base anual), lucro ordinário de ¥22.400 milhões e lucro líquido de ¥15.400 milhões (¥600 milhões ou 4,1% a mais, e 4,8% em base anual), para um lucro anual por ação de ¥245,72 contra ¥219,08. A revisão do semestre e a do exercício completo são os mesmos ¥2.500 milhões de vendas e ¥1.000 milhões de lucro operacional, de modo que nenhuma melhora adicional foi assumida para o segundo semestre. Só o primeiro trimestre já responde por 27,9% da meta anual de lucro operacional, e o plano semestral revisado implica lucro operacional do segundo trimestre de cerca de ¥4.737 milhões, abaixo dos ¥6.163 milhões recém-entregues.
Projeção de dividendo mantida em ¥80,00
A Seria deixou o plano de dividendos intacto, projetando ¥40,00 no intermediário e ¥40,00 no encerramento, ¥80,00 no exercício, contra os ¥75,00 pagos pelo ano encerrado em março de 2026, compostos por ¥35,00 no intermediário e ¥40,00 no encerramento — de modo que o aumento vem inteiramente de uma alta de ¥5,00 no pagamento intermediário. Diante da projeção de lucro revisada de ¥245,72 por ação, isso implica um payout de cerca de 32,6%. O relatório afirma explicitamente que a projeção de dividendo não foi revisada em relação ao anúncio anterior. Não houve mudanças em normas contábeis, políticas contábeis ou estimativas contábeis nem reapresentações no período, e as demonstrações financeiras trimestrais não foram objeto de revisão por contador público certificado ou empresa de auditoria. Não foi preparado material explicativo complementar nem realizada apresentação de resultados.
| Indicador | 1T FY3/2027 | 1T FY3/2026 | Var. anual |
|---|---|---|---|
| Vendas líquidas (¥ milhões) | 69.601 | 60.498 | +15,0% |
| Custo das vendas (¥ milhões) | 40.528 | 35.456 | +14,3% |
| Índice de custo das vendas (%) | 58,2 | 58,6 | −0,4 p.p. |
| Lucro bruto (¥ milhões) | 29.073 | 25.041 | +16,1% |
| Despesas comerciais, gerais e administrativas (¥ milhões) | 22.910 | 20.896 | +9,6% |
| Índice de despesas sobre vendas (%) | 32,9 | 34,5 | −1,6 p.p. |
| Lucro operacional (¥ milhões) | 6.163 | 4.144 | +48,7% |
| Margem operacional (%) | 8,9 | 6,9 | +2,0 p.p. |
| Lucro ordinário (¥ milhões) | 6.288 | 4.171 | +50,7% |
| Lucro trimestral antes dos impostos (¥ milhões) | 6.232 | 4.146 | +50,3% |
| Lucro líquido trimestral (¥ milhões) | 4.199 | 2.797 | +50,1% |
| Lucro básico por ação (¥) | 67,01 | 37,18 | +80,2% |
| Número médio ponderado de ações | 62.671.537 | 75.239.484 | −16,7% |
| Depreciação (¥ milhões) | 1.374 | 1.264 | +8,7% |
| Vendas de artigos de bazar (¥ milhões) | 69.065 | — | +15,3% |
| Vendas de confeitaria e alimentos (¥ milhões) | 479 | — | −12,4% |
| Vendas em mesmas lojas, lojas próprias (% do ano anterior) | 111,6 | — | +11,6% |
| Lojas no fim do trimestre (próprias + franquias) | 2.155 | — | 28 aberturas / 7 fechamentos |
| Ativo total (¥ milhões, vs encerramento FY3/26) | 128.047 | 128.681 | −0,5% |
| Estoques de mercadorias (¥ milhões, vs encerramento FY3/26) | 26.979 | 26.056 | +3,5% |
| Patrimônio líquido (¥ milhões, vs encerramento FY3/26) | 94.577 | 92.837 | +1,9% |
| Índice de patrimônio (%, vs encerramento FY3/26) | 73,9 | 72,1 | +1,8 p.p. |
| Patrimônio líquido por ação (¥, vs encerramento FY3/26) | 1.509,10 | 1.481,33 | +1,9% |
| Projeção de vendas líquidas FY3/27 (¥ milhões, vs plano anterior) | 276.100 | 273.600 | +0,9% |
| Projeção de lucro operacional FY3/27 (¥ milhões, vs plano anterior) | 22.100 | 21.100 | +4,7% |
| Projeção de lucro ordinário FY3/27 (¥ milhões, vs plano anterior) | 22.400 | 21.400 | +4,7% |
| Projeção de lucro líquido FY3/27 (¥ milhões, vs plano anterior) | 15.400 | 14.800 | +4,1% |
| Projeção de LPA FY3/27 (¥, vs plano anterior) | 245,72 | 236,15 | +4,1% |
| Dividendo anual (¥, projeção FY3/27 vs real FY3/26) | 80,00 | 75,00 | +¥5,00 |
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