A Mitsubishi Chemical Group Corporation (TSE: 4188), a maior empresa química diversificada do Japão, divulgou os resultados consolidados do primeiro trimestre do exercício encerrado em março de 2027 — os três meses de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — sob as normas IFRS. A receita subiu 14,0%, para ¥1.004,2 bilhões, cruzando no trimestre a marca de ¥1 trilhão, enquanto o lucro operacional core mais que dobrou, com alta de 101,7%, para ¥114,1 bilhões. O lucro operacional contábil avançou 94,4%, para ¥118,4 bilhões, o lucro antes de impostos cresceu 122,9%, para ¥111,8 bilhões, o lucro trimestral aumentou 131,6%, para ¥83,3 bilhões, e o lucro atribuível aos proprietários da controladora subiu 194,0%, para ¥57,7 bilhões. O lucro básico por ação foi de ¥42,47, contra ¥13,96 um ano antes, com valor diluído de ¥42,45. O lucro operacional core é a medida com que a Mitsubishi Chemical gerencia e avalia seus negócios: é o lucro operacional contábil sem os itens não recorrentes, como perdas decorrentes de saídas ou redução de negócios, o que o aproxima mais de um resultado subjacente do que a linha operacional IFRS.
Todos os segmentos melhoraram, liderados pela demanda ligada a semicondutores
O grupo reorganizou suas divisões de negócios em abril de 2026 e, a partir deste trimestre, revisou seus segmentos de reporte: dos quatro anteriores — Specialty Materials, MMA & Derivatives, Basic Materials & Polymers e Industrial Gases — para Specialty Materials, MMA & Derivatives, Basic Materials e Industrial Gases, com o trimestre do ano anterior reapresentado no novo critério. Nessa base, os quatro segmentos aumentaram tanto a receita quanto o lucro operacional core. A Specialty Materials, maior contribuidora de lucro depois dos gases industriais, elevou a receita externa em ¥46,7 bilhões, para ¥332,5 bilhões, e o lucro operacional core em ¥21,0 bilhões, para ¥38,3 bilhões, com volumes maiores de filmes de barreira para embalagens e de filmes para MLCC, peças compostas de fibra de carbono vendidas principalmente para robotáxis, plásticos de engenharia de alto desempenho para equipamentos de fabricação de semicondutores e expansão de produtos e serviços relacionados a semicondutores — parcialmente compensado por uma queda em Water & Infrastructure ante um grande projeto de equipamentos contabilizado um ano antes. A Industrial Gases somou ¥47,0 bilhões de receita, chegando a ¥360,0 bilhões, e ¥9,1 bilhões de lucro operacional core, a ¥54,1 bilhões, apoiada pela gestão de preços em cada região e pela aquisição e consolidação, no exercício passado, de negócios de gases industriais na Austrália e na Nova Zelândia, contra custos de energia elétrica mais altos nos Estados Unidos.
Os segmentos mais expostos a commodities apresentaram as viradas mais acentuadas. A Basic Materials transformou um prejuízo operacional core de ¥6,7 bilhões em um lucro de ¥14,8 bilhões — melhora de ¥21,5 bilhões, a maior de todos os segmentos — com receita ¥19,5 bilhões maior, a ¥185,0 bilhões, já que uma avaliação de estoques em geral melhor superou o estreitamento do spread entre preços de matéria-prima e de produto nas poliolefinas; um cronograma mais pesado de paradas na central de etileno e perdas de volume ligadas ao Oriente Médio foram compensados por preços de venda mais altos acompanhando as matérias-primas, além do efeito cambial. A MMA & Derivatives elevou a receita em ¥10,3 bilhões, para ¥99,9 bilhões, e o lucro operacional core em ¥4,4 bilhões, para ¥8,0 bilhões: os preços de mercado do monômero de MMA subiram e o câmbio ajudou, ainda que a situação no Oriente Médio tenha afetado produção, fornecimento e volumes de venda. Os negócios residuais de "Outros" — sobretudo engenharia, transporte e armazenagem — ficaram estáveis, com ¥26,7 bilhões de receita e ¥0,3 bilhão de lucro operacional core, enquanto custos corporativos não alocados e eliminações subtraíram ¥1,5 bilhão, menos que o peso de ¥3,1 bilhões de um ano antes.
Margem bruta se ampliou e ganhos pontuais levaram o lucro contábil acima do core
O lucro bruto subiu 28,5%, para ¥321,1 bilhões, já que o custo dos produtos vendidos cresceu apenas 8,3%, para ¥683,1 bilhões, elevando a margem bruta para 32,0%, de 28,4%. As despesas com vendas, gerais e administrativas subiram de forma mais contida, 8,6%, para ¥211,0 bilhões. A margem operacional core alcançou 11,4%, contra 6,4%, e a margem operacional contábil, 11,8% contra 6,9%. De forma incomum, os itens não recorrentes excluídos do lucro core foram positivos em termos líquidos neste trimestre: um ganho de ¥12,8 bilhões com vendas de ativos fixos — dos quais ¥10,4 bilhões vieram da alienação de terrenos pela Nippon Sanso Holdings, ligada à mudança de sua sede — superou ¥3,9 bilhões de perdas por impairment (incluindo ¥1,9 bilhão sobre o próprio edifício-sede), ¥2,9 bilhões de perdas em investimentos por equivalência patrimonial, ¥0,5 bilhão de perdas com baixa e venda de ativos fixos, ¥0,1 bilhão de indenizações especiais de desligamento e ¥1,1 bilhão de outros itens. Essa contribuição líquida de ¥4,3 bilhões explica por que o lucro operacional contábil de ¥118,4 bilhões fica acima do lucro operacional core de ¥114,1 bilhões; um ano antes, um ganho de ¥8,0 bilhões com a transferência de um negócio havia produzido efeito semelhante, ligeiramente maior.
Carga tributária mais leve amplificou o ganho na última linha
A despesa financeira líquida recuou para ¥6,6 bilhões, de ¥10,8 bilhões, com receitas financeiras subindo para ¥3,5 bilhões, de ¥2,9 bilhões, enquanto os custos financeiros caíram para ¥10,0 bilhões, de ¥13,7 bilhões — levando o lucro antes de impostos a crescer 122,9%, à frente do avanço operacional de 94,4%. A despesa de imposto de renda subiu para ¥28,5 bilhões, de ¥17,1 bilhões, mas a alíquota efetiva caiu para 25,5%, de 34,1%, de modo que o lucro das operações continuadas mais que dobrou, para ¥83,3 bilhões, de ¥33,0 bilhões. O trimestre do ano anterior também trazia ¥2,9 bilhões de operações descontinuadas — a Mitsubishi Tanabe Pharma, hoje Tanabe Pharma, cujas ações e ativos relacionados foram transferidos a uma sociedade de propósito específico apoiada por um fundo assessorado pela Bain Capital Private Equity, em operação concluída em 1º de julho de 2025 — contra zero neste ano. Os acionistas não controladores ficaram com ¥25,6 bilhões, ante ¥16,3 bilhões, e ainda assim o lucro atribuível aos proprietários da controladora cresceu 194,0%. O lucro por ação avançou ainda mais, 204,2%, porque a média ponderada de ações caiu para 1.358.630.906, de 1.406.093.780. O resultado abrangente total alcançou ¥117,0 bilhões, alta de 97,7%, com ¥27,6 bilhões de ganhos de conversão cambial contra ¥16,4 bilhões um ano antes.
Projeção semestral elevada em até 46%, plano anual intocado
A Mitsubishi Chemical revisou apenas a projeção do primeiro semestre, publicando no mesmo dia um comunicado separado de revisão. Em relação aos números divulgados em 13 de maio, a projeção de receita semestral sobe 9,8%, para ¥2.043,0 bilhões, de ¥1.861,0 bilhões; o lucro operacional core, 39,6%, para ¥194,0 bilhões, de ¥139,0 bilhões; o lucro operacional, 32,2%, para ¥189,0 bilhões, de ¥143,0 bilhões; o lucro antes de impostos, para ¥175,0 bilhões, de ¥129,0 bilhões; o lucro semestral, 32,7%, para ¥130,0 bilhões, de ¥98,0 bilhões; e o lucro atribuível aos proprietários da controladora, 45,8%, para ¥86,0 bilhões, de ¥59,0 bilhões, levando o lucro semestral por ação projetado a ¥63,30, de ¥43,43. A companhia atribuiu a revisão às fortes vendas de produtos relacionados a semicondutores e, em função da situação no Oriente Médio, a ganhos de avaliação de estoques com a disparada dos preços da nafta e a um aumento temporário de demanda de clientes preocupados com o suprimento de matéria-prima. Medido contra o primeiro semestre do ano anterior, o plano revisado é 13,6% maior em receita, 53,8% em lucro operacional core e 118,5% em lucro operacional — mas 8,8% menor no lucro semestral e 21,9% menor na parcela dos proprietários, porque os ¥110,1 bilhões dos seis meses anteriores incluíam a venda do negócio farmacêutico.
A projeção anual não foi alterada: receita de ¥3.800,0 bilhões (+2,6%), lucro operacional core de ¥305,0 bilhões (+35,6%), lucro operacional de ¥300,0 bilhões (+897,4%), lucro de ¥200,0 bilhões (+155,0%), lucro atribuível aos proprietários da controladora de ¥127,0 bilhões (+973,6%), lucro por ação de ¥93,48 e lucro antes de impostos de ¥270,0 bilhões. A companhia afirmou de forma explícita que não preparou uma nova projeção anual porque o segundo semestre é difícil de avaliar neste estágio — uma ressalva a que vale dar peso, já que o semestre elevado e o ano inalterado implicam, em conjunto, apenas ¥111,0 bilhões de lucro operacional core e ¥41,0 bilhões de lucro para os proprietários nos seis meses até março. Só o primeiro trimestre já responde por 26,4% da receita anual projetada, 37,4% do lucro operacional core projetado e 45,4% da parcela projetada dos proprietários.
Caixa caiu com a amortização de dívida, mas o índice de patrimônio subiu a 31,0%
O ativo total ficou praticamente estável em ¥5.881,0 bilhões, apenas ¥4,4 bilhões acima dos ¥5.876,6 bilhões do encerramento de março: a fraqueza do iene elevou o valor convertido dos ativos das subsidiárias no exterior e os preços mais altos das matérias-primas levaram os estoques a ¥710,9 bilhões, de ¥669,1 bilhões, enquanto o caixa e equivalentes caiu para ¥445,1 bilhões, de ¥527,1 bilhões, com a amortização de dívida onerosa. O imobilizado subiu para ¥2.112,4 bilhões e o ágio, para ¥900,8 bilhões. O passivo total recuou 2,4%, para ¥3.380,2 bilhões, com debêntures e empréstimos circulantes reduzidos a ¥341,1 bilhões, de ¥387,1 bilhões. O patrimônio atribuível aos proprietários da controladora subiu 3,4%, para ¥1.821,4 bilhões, e o índice de patrimônio melhorou para 31,0%, de 30,0%. O fluxo de caixa operacional caiu 41,8%, para ¥35,1 bilhões, apesar do lucro antes de impostos maior, pois o capital de giro consumiu caixa — os estoques absorveram ¥38,1 bilhões e outros itens, ¥46,4 bilhões. As saídas de investimento diminuíram para ¥26,3 bilhões, de ¥35,8 bilhões, com ¥65,1 bilhões de investimentos em imobilizado compensados por ¥15,8 bilhões de receitas de alienações e ¥25,7 bilhões de vendas e resgates de investimentos, deixando fluxo de caixa livre de ¥8,7 bilhões, contra ¥24,5 bilhões. As saídas de financiamento ampliaram-se para ¥93,4 bilhões, de ¥38,7 bilhões, incluindo ¥33,7 bilhões de amortização de dívida de longo prazo, ¥30,0 bilhões de resgates de debêntures, ¥21,7 bilhões de dividendos aos acionistas da controladora e ¥9,2 bilhões aos não controladores.
Dividendo anual mantido em ¥32,00
A projeção de dividendo permaneceu inalterada em relação ao anúncio anterior da companhia: pagamento intermediário de ¥16,00 e pagamento final de ¥16,00, para um total anual de ¥32,00, igual aos ¥32,00 pagos referentes ao exercício encerrado em março de 2026 e com a mesma divisão em partes iguais. As ações emitidas, incluindo as em tesouraria, permaneceram em 1.441.467.207, enquanto as ações em tesouraria recuaram para 82.779.392, de 82.919.774; esses totais incluem 1.376.066 ações mantidas pelo trust BIP utilizado no plano de remuneração em ações dos executivos do grupo, contra 1.490.207 no encerramento do exercício. Não houve mudança relevante no perímetro de consolidação nem alterações de políticas contábeis ou estimativas no período. As demonstrações financeiras consolidadas trimestrais anexas a este comunicado não foram submetidas a revisão por contador público certificado ou firma de auditoria; a Mitsubishi Chemical informou que pretende divulgar uma versão acompanhada de relatório de revisão em 7 de agosto de 2026.
| Indicador | 1T EF 3/2027 | 1T EF 3/2026 | Var. anual |
|---|---|---|---|
| Receita (¥ milhões) | 1.004.246 | 880.652 | +14,0% |
| Lucro bruto (¥ milhões) | 321.111 | 249.826 | +28,5% |
| Lucro operacional core (¥ milhões) | 114.104 | 56.562 | +101,7% |
| Margem operacional core (%) | 11,4 | 6,4 | +5,0 p.p. |
| Lucro operacional (¥ milhões) | 118.400 | 60.908 | +94,4% |
| Lucro antes de impostos (¥ milhões) | 111.806 | 50.158 | +122,9% |
| Lucro trimestral (¥ milhões) | 83.313 | 35.968 | +131,6% |
| Lucro atribuível aos proprietários da controladora (¥ milhões) | 57.706 | 19.627 | +194,0% |
| Lucro básico por ação (¥) | 42,47 | 13,96 | +204,2% |
| Resultado abrangente total (¥ milhões) | 117.037 | 59.213 | +97,7% |
| Fluxo de caixa operacional (¥ milhões) | 35.067 | 60.228 | −41,8% |
| Ativo total (¥ milhões, vs encerramento EF 3/26) | 5.881.036 | 5.876.609 | +0,1% |
| Patrimônio dos proprietários (¥ milhões, vs encerramento EF 3/26) | 1.821.439 | 1.761.675 | +3,4% |
| Índice de patrimônio (%, vs encerramento EF 3/26) | 31,0 | 30,0 | +1,0 p.p. |
| Projeção de lucro operacional core 1S EF 3/27 (¥ milhões, revisada vs anterior) | 194.000 | 139.000 | +39,6% |
| Projeção de lucro atribuível aos proprietários 1S EF 3/27 (¥ milhões, revisada vs anterior) | 86.000 | 59.000 | +45,8% |
| Projeção de receita EF 3/27 (¥ milhões) | 3.800.000 | — | +2,6% |
| Projeção de lucro operacional core EF 3/27 (¥ milhões) | 305.000 | — | +35,6% |
| Projeção de lucro operacional EF 3/27 (¥ milhões) | 300.000 | — | +897,4% |
| Projeção de lucro atribuível aos proprietários EF 3/27 (¥ milhões) | 127.000 | — | +973,6% |
| Projeção de lucro por ação EF 3/27 (¥) | 93,48 | — | — |
| Dividendo anual (¥, projeção EF 3/27 vs real EF 3/26) | 32,00 | 32,00 | Inalterado |
A JapanStockPulse fornece conteúdo apenas informativo e não constitui aconselhamento de investimento. Os números foram extraídos do relatório resumido de resultados publicado pela companhia e podem estar sujeitos a revisão posterior.