Lucro antes de impostos cai 27,6%; resultado final sobe 11,2%
A Sumitomo Corporation (TSE: 8053), grupo de comércio e investimento cujos dez segmentos vão de aço, automóveis e desenvolvimento urbano a recursos minerais e energia, publicou em 31 de julho de 2026 os resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027 — os três meses de 1º de abril a 30 de junho de 2026 — sob IFRS, com valores arredondados ao milhão de ienes. A receita subiu 9,0%, para ¥1.949.362 milhões. O lucro antes de impostos caiu 27,6%, para ¥152.261 milhões, ante ¥210.279 milhões, mas o lucro do trimestre subiu 7,0%, para ¥197.285 milhões, e o lucro atribuível aos proprietários da controladora subiu 11,2%, para ¥190.075 milhões, ante ¥170.870 milhões. O resultado abrangente total foi de ¥268.074 milhões, alta de 154,9% sobre ¥105.164 milhões, impulsionado por diferenças de conversão de operações no exterior de ¥39.463 milhões, ante um valor negativo de ¥72.076 milhões um ano antes.
Os valores por ação exigem um ajuste antes da comparação. A Sumitomo Corporation desdobrou cada ação ordinária em quatro com efeito em 1º de julho de 2026, e o documento calcula o lucro por ação dos dois trimestres como se o desdobramento tivesse ocorrido no início do exercício anterior. Nessa base reapresentada, o lucro básico por ação foi de ¥39,95, ante ¥35,29, alta de 13,2% — acima do lucro atribuível, porque o número médio de ações em circulação caiu para 4.753.255.893, ante 4.838.558.272. O número de ações e a projeção anual de lucro por ação estão expressos na mesma base pós-desdobramento.
Uma receita de imposto levou o lucro acima da linha antes de impostos
O lucro do trimestre superou o lucro antes de impostos, e a linha de imposto explica toda a diferença: foi uma receita de ¥45.024 milhões, ante uma despesa de ¥25.856 milhões um ano antes, de modo que ¥152.261 milhões antes de impostos viraram ¥197.285 milhões depois de impostos. O documento atribui essa virada — ¥70,9 bilhões em sua própria tabela-resumo — ao efeito fiscal da venda do negócio de níquel em Madagascar e, na linha corporativa e de eliminações, cita também um efeito fiscal da reorganização de uma holding intermediária. Não informa como os ¥45.024 milhões se dividem entre os dois. O lucro atribuível aos não controladores caiu para ¥7.210 milhões, ante ¥13.553 milhões, razão pela qual o lucro dos proprietários cresceu 11,2%, enquanto o lucro total do trimestre cresceu 7,0%.
Por que o lucro antes de impostos caiu ¥58.018 milhões
A linha comercial em si melhorou. O lucro bruto subiu 8,8%, para ¥390.006 milhões, cerca de 20,0% da receita nos dois trimestres, o que o documento credita à melhor utilização e operação do negócio de locação de máquinas de construção, à recuperação após o fraco negócio de melões do ano anterior em Estilo de vida e ao forte comércio de metais preciosos em Recursos minerais. As despesas de vendas, gerais e administrativas cresceram mais rápido, 10,2%, para ¥286.612 milhões, por causa do aumento dos custos de pessoal, de modo que o lucro bruto menos essas despesas melhorou apenas ¥5.020 milhões. Os outros ganhos e perdas passaram a uma perda de ¥11.407 milhões, ante um ganho de ¥1.379 milhões, sem explicação no documento, e os ganhos com venda de ativos imobilizados recuaram para ¥12.131 milhões, ante ¥13.472 milhões.
A queda ocorreu abaixo dessas linhas. As receitas e despesas financeiras passaram de um saldo líquido de ¥41 milhões para um custo líquido de ¥28.799 milhões: a despesa de juros subiu para ¥29.577 milhões, ante ¥22.290 milhões, contra receita de juros de ¥18.208 milhões, os dividendos recebidos mais que dobraram, para ¥8.912 milhões, mas o resultado com títulos passou a uma perda de ¥26.342 milhões, ante um ganho de ¥2.248 milhões. O documento cita ali três itens: uma perda na venda do negócio de níquel em Madagascar e, no sentido oposto, ganhos cambiais realizados com a reorganização da holding e um ganho com a venda de um projeto eólico offshore na Bélgica. O resultado de participações pelo método da equivalência caiu 20,7%, para ¥76.924 milhões, ante ¥97.023 milhões, número do ano anterior que incluía ganhos ligados à venda de uma empresa de venda de pneus nos Estados Unidos. A venda em Madagascar pesou, portanto, sobre o lucro antes de impostos pela linha de títulos e sustentou o lucro depois de impostos pela linha de imposto.
Os segmentos caíram 2,5%; o crescimento veio da linha corporativa
O lucro atribuível aos proprietários, aberto por segmento, deixa o quadro mais nítido. Os dez segmentos operacionais somaram ¥162.030 milhões, queda de 2,5% ante ¥166.150 milhões, enquanto a linha corporativa e de eliminações — que, segundo o documento, carrega o efeito fiscal da reorganização da holding e ganhos cambiais realizados — subiu para ¥28.045 milhões, ante ¥4.720 milhões. Esse aumento de ¥23.325 milhões na linha corporativa é maior que todo o aumento de ¥19.205 milhões do grupo.
Sete segmentos cresceram. Transformação energética foi o maior, com ¥32.584 milhões, alta de 35,8%, pelo lucro da rotação de ativos do projeto eólico offshore belga. Recursos minerais mais que dobrou, para ¥25.435 milhões, ante ¥10.647 milhões, com a alta do cobre, margens maiores no alumínio e forte comércio de metais preciosos. Química, eletrônica e agricultura subiu 68,5%, para ¥12.147 milhões, com maiores ganhos no comércio de petroquímicos e a expansão do negócio de materiais para semicondutores; Digital e IA subiu 48,5%, para ¥7.414 milhões, citando a maior participação na SCSK e a firme demanda por investimento em TI no Japão; e Serviços de comunicação subiu 86,1%, para ¥6.392 milhões, porque a desaceleração da desvalorização da moeda local reduziu as perdas cambiais de avaliação do negócio de telecomunicações na Etiópia. Aço subiu 7,0%, para ¥20.094 milhões, com menores embarques de tubos para energia ao Oriente Médio compensados por ganhos de rotação de ativos, uma fabricação de monoestacas firme e um ganho de reestruturação, e Estilo de vida se recuperou para ¥2.198 milhões, ante ¥292 milhões, com a retomada do negócio de hortifrutícolas na Europa e nas Américas.
Três segmentos recuaram. Automotivo caiu 70,6%, para ¥11.676 milhões, ante ¥39.687 milhões: o leasing de automóveis no Japão foi firme, mas o trimestre do ano anterior incluía ganhos ligados à venda da empresa americana de pneus. Desenvolvimento urbano integrado caiu 22,9%, para ¥27.923 milhões, porque o ano anterior incluiu entregas de grandes projetos, e Equipamentos de transporte e construção caiu 22,7%, para ¥16.167 milhões: a Sumisho Air Lease começou a contribuir para o negócio de leasing, mas foram lançados custos de reestruturação. Os números por segmento do ano anterior foram reapresentados por uma reorganização em 1º de abril de 2026, pela qual o grupo DX e TI passou a ser um grupo operacional renomeado Digital e IA e assumiu a SBU digital do grupo Mídia e Digital, que por sua vez foi renomeado Serviços de comunicação.
A compra da Sumisho Air Lease deixou o fluxo de caixa livre negativo
Os ativos totais caíram 1,4%, para ¥13.445.775 milhões, ante ¥13.638.338 milhões em 31 de março de 2026, com a redução dos ativos operacionais, compensada em parte pelo iene mais fraco. O patrimônio atribuível aos proprietários da controladora subiu 2,3%, para ¥4.735.296 milhões, com o lucro do trimestre e o iene mais fraco, descontados dividendos e recompras de ações, e sua proporção sobre os ativos totais subiu para 35,2%, ante 33,9%. A dívida líquida com juros, porém, subiu para cerca de ¥3,71 trilhões, ante ¥3,15 trilhões, o que o documento atribui à aquisição da Sumisho Air Lease, elevando a relação dívida líquida/patrimônio para 0,78, ante 0,68.
O fluxo de caixa operacional foi de ¥54.726 milhões, ante ¥120.078 milhões. As atividades de investimento consumiram ¥423.088 milhões, ante ¥12.408 milhões um ano antes, incluindo ¥372.849 milhões de pagamentos por outros investimentos; o documento cita a compra da Sumisho Air Lease e aquisições imobiliárias no Japão, compensadas em parte pela venda do projeto eólico offshore belga, de imóveis no Japão e no exterior e de participações cruzadas. O fluxo de caixa livre foi, portanto, negativo em cerca de ¥368,4 bilhões. O financiamento trouxe ¥58.110 milhões, pois ¥203.838 milhões em empréstimos de longo prazo cobriram ¥95.413 milhões de dividendos e ¥57.310 milhões de recompras, e o caixa e equivalentes caiu para ¥697.741 milhões, ante ¥1.005.442 milhões. A empresa também cancelou ações em tesouraria registradas por ¥74.920 milhões, reduzindo as ações emitidas, em base pós-desdobramento, para 4.780.460.736, ante 4.845.706.668.
Projeção de ¥630.000 milhões mantida; dividendo de ¥40 após o desdobramento
A Sumitomo Corporation manteve a projeção do EF3/2027 divulgada em 1º de maio de 2026: lucro atribuível aos proprietários da controladora de ¥630.000 milhões, alta de 4,9%, e lucro básico por ação de ¥132,54 sobre o número de ações pós-desdobramento. O primeiro trimestre entregou 30,2% desse valor, já incluída a receita de imposto de ¥45.024 milhões. O documento não divulga projeções anuais de receita nem de lucro antes de impostos. A projeção de dividendos também não mudou: ¥20,00 intermediários e ¥20,00 no fim do exercício, ¥40,00 no ano em base pós-desdobramento; a empresa informa que, sem o desdobramento, seriam ¥160,00, ante os ¥150,00 pagos pelo EF3/2026 (¥70,00 intermediários e ¥80,00 finais), alta de 6,7%.
| Indicador | 1T EF3/2027 | 1T EF3/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receita (milhões de ¥) | 1.949.362 | 1.787.921 | +9,0% |
| Lucro bruto (milhões de ¥) | 390.006 | 358.463 | +8,8% |
| Despesas comerciais e administrativas (milhões de ¥) | 286.612 | 260.089 | +10,2% |
| Resultado com títulos e valores mobiliários (milhões de ¥) | −26.342 | 2.248 | de lucro a prejuízo |
| Resultado de participações pelo método da equivalência (milhões de ¥) | 76.924 | 97.023 | −20,7% |
| Lucro antes de impostos (milhões de ¥) | 152.261 | 210.279 | −27,6% |
| Imposto de renda, receita (+) / despesa (−) (milhões de ¥) | +45.024 | −25.856 | n.s. |
| Lucro líquido (milhões de ¥) | 197.285 | 184.423 | +7,0% |
| Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 190.075 | 170.870 | +11,2% |
| Resultado abrangente (milhões de ¥) | 268.074 | 105.164 | +154,9% |
| LPA (¥) | 39,95 | 35,29 | +13,2% |
| Aço — lucro do segmento (milhões de ¥) | 20.094 | 18.783 | +7,0% |
| Automotivo — lucro do segmento (milhões de ¥) | 11.676 | 39.687 | −70,6% |
| Equipamentos de transporte e construção — lucro do segmento (milhões de ¥) | 16.167 | 20.910 | −22,7% |
| Desenvolvimento urbano integrado — lucro do segmento (milhões de ¥) | 27.923 | 36.202 | −22,9% |
| Serviços de comunicação — lucro do segmento (milhões de ¥) | 6.392 | 3.434 | +86,1% |
| Digital e IA — lucro do segmento (milhões de ¥) | 7.414 | 4.991 | +48,5% |
| Estilo de vida — lucro do segmento (milhões de ¥) | 2.198 | 292 | +652,7% |
| Recursos minerais — lucro do segmento (milhões de ¥) | 25.435 | 10.647 | +138,9% |
| Química, eletrônica e agricultura — lucro do segmento (milhões de ¥) | 12.147 | 7.209 | +68,5% |
| Transformação energética — lucro do segmento (milhões de ¥) | 32.584 | 23.995 | +35,8% |
| Corporativo e eliminações — lucro atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 28.045 | 4.720 | +494,2% |
| Ativos totais (milhões de ¥) | 13.445.775 | 13.638.338 | −1,4% |
| Patrimônio líquido (milhões de ¥) | 4.847.434 | 4.735.154 | +2,4% |
| Patrimônio atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 4.735.296 | 4.628.555 | +2,3% |
| Índice de patrimônio líquido | 35,2% | 33,9% | +1,3 p.p. |
| Fluxo de caixa operacional (milhões de ¥) | 54.726 | 120.078 | −54,4% |
| Fluxo de caixa de investimento (milhões de ¥) | −423.088 | −12.408 | n.s. |
| Fluxo de caixa de financiamento (milhões de ¥) | 58.110 | −60.296 | n.s. |
| Projeção EF3/2027 — lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 630.000 | — | +4,9% |
| Projeção EF3/2027 — LPA (¥) | 132,54 | — | — |
| Dividendo anual por ação projetado EF3/2027, pós-desdobramento (¥) | 40,00 | — | — |
| Dividendo anual por ação, base pré-desdobramento (¥) | 160,00 | 150,00 | +6,7% |
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