A Ezaki Glico Co., Ltd. (TSE: 2206), grupo de confeitaria e alimentos sediado em Osaka e responsável por Pocky, Pretz e pela linha de sorvetes Bokujo Shibori, divulgou os resultados consolidados do semestre encerrado em 30 de junho de 2026, sob as normas contábeis japonesas (J-GAAP). A receita subiu 9,7% para ¥180.369 milhões, o lucro operacional avançou 42,8% para ¥4.654 milhões, o lucro recorrente cresceu 31,1% para ¥7.220 milhões com ganhos cambiais, e o lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora aumentou 32,8% para ¥4.973 milhões. O lucro básico por ação foi de ¥79,32, ante ¥58,82. O resultado abrangente virou para um ganho de ¥8.903 milhões, após prejuízo de ¥3.062 milhões um ano antes.
O exterior faz o trabalho pesado
O negócio internacional forneceu praticamente todo o crescimento. A receita no exterior disparou 32,3% para ¥54.063 milhões e o lucro do segmento saltou 66,1% para ¥7.577 milhões, elevando a divisão para cerca de 30% das vendas do grupo, ante 25% um ano antes. A China liderou o avanço: as vendas em moeda local subiram 39,1% para 1.439 milhões de yuans e o lucro operacional 82,0% para 300 milhões de yuans. Os Estados Unidos acrescentaram um modesto ganho de 1,1% na receita, para US$ 46 milhões, com lucro operacional 9,4% maior, de US$ 10 milhões, enquanto as vendas na ASEAN recuaram 4,7% para US$ 61 milhões e seguiram levemente no prejuízo.
Segmentos domésticos continuam pressionados
No mercado japonês o quadro foi mais fraco. O negócio de laticínios elevou a receita em 4,9% para ¥32.178 milhões com Bokujo Shibori e Seventeen Ice, mas gastos maiores com promoção e publicidade ampliaram seu prejuízo operacional sazonal em ¥419 milhões, para ¥4.168 milhões. A receita de Confeitaria Nutricional ficou praticamente estável em ¥29.924 milhões, com Pretz e Caplico compensando a fraqueza de Kobe Roast Chocolate, mas o lucro do segmento caiu pela metade — recuo de 51,2% para ¥968 milhões — devido ao aumento do custo das vendas. A receita de Saúde e Alimentos cresceu 2,1% para ¥21.187 milhões, com a bebida Almond Koka compensando as quedas de Curry Shokunin e Ice no Mi, e seu prejuízo operacional sazonal encolheu ¥238 milhões, para ¥1.442 milhões, com menor gasto publicitário. A receita de Ingredientes Alimentícios recuou 1,6% para ¥6.273 milhões, mas o lucro subiu 23,6% para ¥1.222 milhões, enquanto Outros Negócios Domésticos ganharam 2,1% de receita, para ¥36.741 milhões, com lucro 43,6% menor, de ¥143 milhões.
Custos de insumos ainda pesam
O custo consolidado das vendas subiu 0,9 ponto, para 62,9% da receita, reduzindo a margem bruta a 37,1%. A própria ponte de resultados da administração mostra que a inflação de matérias-primas custou ¥4.415 milhões de lucro operacional na comparação anual e que despesas administrativas mais altas retiraram outros ¥1.832 milhões, contra um ganho de ¥7.064 milhões vindo dos volumes e de ¥1.552 milhões da queda do índice de frete e armazenagem. Excluída a contribuição internacional, o lucro operacional doméstico de fato caiu ¥1.619 milhões — confirmando que a melhora semestral do grupo foi obtida fora do Japão.
Projeção de receita elevada, projeção de lucro cortada
A Glico revisou a projeção anual do FY12/2026 divulgada em 13 de fevereiro de 2026. A projeção de receita foi elevada de ¥380.000 milhões para ¥390.000 milhões (+7,9% na comparação anual), inteiramente por conta do segmento internacional, cuja meta anual de vendas sobe de ¥101.000 milhões para ¥115.000 milhões. Já a projeção de lucro operacional foi cortada de ¥14.000 milhões para ¥12.000 milhões — uma redução de 14,3%, embora ainda represente +37,4% na comparação anual — porque um prejuízo esperado maior em laticínios (agora ¥5.500 milhões, ante ¥4.000 milhões), um resultado zerado em Saúde e Alimentos e uma linha de ajuste negativa de ¥1.900 milhões superam a meta elevada de lucro internacional de ¥11.500 milhões. O lucro recorrente é projetado em ¥14.000 milhões (+20,2%), o lucro líquido em ¥9.000 milhões (+78,7%) e o LPA em ¥143,52.
Dividendo mantido, recompra reduz o patrimônio
O plano de dividendo anual permanece inalterado em ¥95,00 por ação — antecipação de ¥45,00 a partir de 4 de setembro de 2026, mais ¥50,00 no fechamento do exercício — no mesmo nível do FY12/2025 e sem revisão em relação à projeção anterior. O ativo total encerrou o semestre em ¥386.623 milhões, ¥7.506 milhões abaixo do fechamento de dezembro, e o patrimônio líquido caiu ¥7.677 milhões, para ¥270.854 milhões, após a companhia recomprar 2.349.200 ações próprias, elevando as ações em tesouraria em ¥13.376 milhões, para ¥26.979 milhões. O índice de capital próprio cedeu 0,6 ponto, para 69,9%.
| Indicador | 1S FY12/2026 | 1S FY12/2025 | Anual |
|---|---|---|---|
| Receita (¥ bilhões) | 180,37 | 164,50 | +9,7% |
| Lucro operacional (¥ bilhões) | 4,65 | 3,26 | +42,8% |
| Lucro recorrente (¥ bilhões) | 7,22 | 5,51 | +31,1% |
| Lucro líquido atrib. aos proprietários (¥ bilhões) | 4,97 | 3,74 | +32,8% |
| LPA básico (¥) | 79,32 | 58,82 | +34,9% |
| Receita do segmento internacional (¥ bilhões) | 54,06 | 40,85 | +32,3% |
| Índice de capital próprio (%) | 69,9 | 70,5 | -0,6 p.p. |
| Projeção de lucro operacional FY12/2026 (¥ bilhões) | 12,00 | 14,00 | -14,3% |
A JapanStockPulse fornece conteúdo apenas informativo e não constitui aconselhamento de investimento. Os números provêm do comunicado de resultados publicado pela empresa e podem estar sujeitos a revisão posterior.