Yokohama Financial Group eleva lucro ordinário do 1T em 18,6% com alta de 21,5% nos juros de empréstimos

As receitas ordinárias subiram 15,9%, para ¥130.998 milhões, o lucro ordinário 18,6%, para ¥45.462 milhões, e o lucro líquido atribuível aos controladores 18,4%, para ¥32.028 milhões nos três meses encerrados em 30 de junho de 2026, enquanto os juros de empréstimos cresciam 21,5% e os juros de depósitos 43,4%. O grupo manteve a projeção anual de ¥129.000 milhões de lucro líquido e o dividendo anual projetado de ¥47.

Resumo de resultados do 1T do EF3/2027 do Yokohama Financial Group, Inc.

Juros de empréstimos maiores elevam as receitas ordinárias em 15,9%

O Yokohama Financial Group, Inc. (TSE: 7186), holding do Bank of Yokohama, do Higashi-Nippon Bank e do Kanagawa Bank, divulgou em 5 de agosto de 2026 os resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027, de 1º de abril a 30 de junho de 2026, pelas normas contábeis japonesas. As receitas ordinárias subiram 15,9%, para ¥130.998 milhões, o lucro ordinário 18,6%, para ¥45.462 milhões, e o lucro líquido atribuível aos controladores 18,4%, para ¥32.028 milhões, o que o grupo descreve como o quarto ano consecutivo de alta do lucro num primeiro trimestre. O lucro por ação subiu 21,7%, de ¥23,68 para ¥28,81, mais do que o lucro líquido, porque o número médio de ações em circulação caiu de 1.141.449.109 para 1.111.562.727.

O grupo atribui a alta das receitas ordinárias ao aumento das receitas de juros com a melhora do ambiente de taxas, liderado pelos juros de empréstimos. As receitas de juros cresceram 22,9%, para ¥97.662 milhões; dentro delas, os juros de empréstimos subiram 21,5%, para ¥75.446 milhões, e os juros e dividendos de títulos 23,1%, para ¥9.622 milhões. As outras receitas operacionais aumentaram 12,4%, para ¥9.207 milhões, e as outras receitas ordinárias 14,7%, para ¥5.302 milhões, mas as receitas de tarifas e comissões caíram 9,3%, para ¥18.660 milhões, ante ¥20.566 milhões. O documento não explica essa queda.

Juros de depósitos e perdas na venda de títulos elevam as despesas

As despesas ordinárias subiram 14,6%, para ¥85.536 milhões. O grupo aponta duas causas: custos de captação mais altos, sobretudo os juros de depósitos, e as perdas registradas na venda de títulos em ienes e no resgate de fundos de investimento, feitos para melhorar a carteira de títulos, que elevaram as outras despesas operacionais. Os custos de captação cresceram 30,5%, para ¥28.563 milhões, com os juros de depósitos 43,4% maiores, em ¥18.871 milhões ante ¥13.157 milhões, e as outras despesas operacionais subiram 29,4%, para ¥13.495 milhões. As despesas gerais e administrativas avançaram só 3,2%, para ¥37.219 milhões. Em ienes, os juros de empréstimos acrescentaram ¥13.330 milhões e os juros de depósitos custaram ¥5.714 milhões a mais; as receitas ordinárias cresceram ¥18.059 milhões, contra ¥10.928 milhões das despesas ordinárias, deixando o lucro ordinário ¥7.131 milhões maior.

Abaixo do lucro ordinário houve pouca mudança. As perdas extraordinárias, todas com baixa de ativo imobilizado, somaram ¥191 milhões ante ¥220 milhões, de modo que o lucro antes dos impostos subiu 18,8%, para ¥45.272 milhões. Os impostos sobre o lucro cresceram 19,6%, para ¥12.899 milhões, o equivalente a 28,5% do lucro antes dos impostos, ante 28,3% um ano antes, e o lucro atribuível aos não controladores foi de ¥344 milhões ante ¥285 milhões. O resultado abrangente saltou 56,2%, para ¥75.462 milhões, porque os outros resultados abrangentes mais que dobraram, de ¥20.989 milhões para ¥43.089 milhões, com a diferença de avaliação de títulos disponíveis para venda somando ¥44.110 milhões ante ¥21.641 milhões.

Lucro operacional básico dos três bancos sobe 27,2%

O material complementar, que soma os números individuais dos três bancos, mostra de onde veio a melhora. O lucro bruto operacional cresceu 12,9%, para ¥78.366 milhões, com a margem financeira doméstica ¥13.083 milhões maior, em ¥69.473 milhões, o que o grupo atribui aos juros mais altos de empréstimos e depósitos e aos rendimentos de títulos com a melhora das taxas. Esse ganho absorveu uma queda de ¥2.036 milhões nas tarifas e comissões líquidas, para ¥11.579 milhões, e uma perda maior em outras operações, que passou de ¥3.513 milhões para ¥6.360 milhões e incluiu perdas líquidas com títulos públicos e outros de ¥6.781 milhões ante ¥3.097 milhões. As despesas subiram 4,0%, para ¥33.824 milhões, principalmente com pessoal, o que o grupo liga aos reajustes salariais de base e à introdução de bônus atrelados ao desempenho; o índice de eficiência melhorou de 46,8% para 43,1%. O lucro operacional básico excluindo ganhos e perdas com resgates de fundos de investimento subiu 27,2%, para ¥51.329 milhões.

Os custos de crédito dos três bancos foram de ¥2.227 milhões, ante uma reversão líquida de ¥406 milhões um ano antes, enquanto os ganhos líquidos com ações e instrumentos relacionados aumentaram ¥3.068 milhões, para ¥4.023 milhões. O lucro ordinário somado cresceu 22,4%, para ¥47.496 milhões, e o lucro líquido somado 23,4%, para ¥36.010 milhões. Só no Bank of Yokohama, o lucro operacional básico sem resgates de fundos subiu 27,9%, para ¥48.775 milhões. Em base consolidada, o grupo estima seu retorno sobre o patrimônio anualizado (critério da TSE) em 8,9%, 0,6 ponto a mais, e seu índice de crédito problemático pela Lei de Reconstrução Financeira ficou estável em 1,3% em 30 de junho de 2026, com créditos divulgados de ¥240.524 milhões.

Depósitos caem com a saída de recursos públicos; empréstimos sobem levemente

Os ativos totais recuaram 2,3%, para ¥25.082.919 milhões, em relação a 31 de março de 2026, com o caixa e depósitos em bancos caindo de ¥4.152.428 milhões para ¥3.584.362 milhões. Os depósitos diminuíram ¥612.982 milhões, ou 2,9%, para ¥20.264.272 milhões, e os certificados de depósito negociáveis caíram 17,1%, para ¥227.676 milhões. O documento não dá uma razão, mas a abertura dos depósitos domésticos dos três bancos mostra os depósitos do setor público ¥718,2 bilhões menores desde 31 de março de 2026, em ¥782,8 bilhões, enquanto os depósitos de pessoas físicas subiram ¥66,1 bilhões e os de empresas ¥48,2 bilhões. Os empréstimos avançaram 0,1%, ou ¥19.938 milhões, para ¥17.687.342 milhões, e os títulos recuaram 1,4%, para ¥3.034.189 milhões.

O patrimônio líquido subiu 3,6%, para ¥1.469.601 milhões, impulsionado pela diferença de avaliação de títulos disponíveis para venda, que passou de ¥123.229 milhões para ¥167.339 milhões, e o índice de patrimônio líquido subiu de 5,4% para 5,8%. O grupo ressalta que esse índice não é o índice de adequação de capital definido pela regulamentação japonesa e diz que divulgará seu índice de adequação de capital (padrão internacional) de 30 de junho de 2026 assim que for calculado. Os ganhos latentes líquidos consolidados com títulos somavam ¥181.467 milhões, ante ¥117.954 milhões em 31 de março de 2026, já que ganhos líquidos de ¥213.172 milhões em ações superaram perdas líquidas de ¥99.839 milhões em títulos de renda fixa.

Projeção e dividendo projetado de ¥47 mantidos

A projeção anual foi mantida: lucro ordinário de ¥191.500 milhões (+23,5%) e lucro líquido atribuível aos controladores de ¥129.000 milhões (+21,1%), com lucro por ação de ¥116,06. O documento não traz projeção de receitas ordinárias. O lucro líquido do primeiro trimestre equivale a 24,8% da meta anual, pelo cálculo do próprio grupo, e o lucro ordinário a 23,7%. A projeção de LPA não reflete uma recompra de ações que o grupo decidiu e anunciou em comunicado separado no mesmo dia.

O dividendo projetado também não muda: ¥23 intermediário e ¥24 no fim do exercício, ou ¥47 no ano, ante ¥38 no EF3/2026 (¥17 intermediário e ¥21 no fim do exercício), alta de 23,7%. Como evento subsequente, o grupo assinou em 30 de julho de 2026 um acordo definitivo com o Sumitomo Mitsui Trust Bank e a Fuyo General Lease para adquirir parte das ações da Sumitomo Mitsui Trust Panasonic Finance. A aquisição está prevista para 1º de outubro de 2026, depois da qual essa empresa deve se tornar uma coligada avaliada por equivalência patrimonial; o grupo diz que o efeito sobre os resultados consolidados ainda está em análise.

Yokohama Financial Group, Inc. — 1T EF3/2027 (1º de abril – 30 de junho de 2026), normas contábeis japonesas, consolidado. As linhas de balanço comparam 30 de junho de 2026 com 31 de março de 2026; as linhas de projeção e dividendo referem-se ao exercício completo EF3/2027 contra o EF3/2026. "—" indica valor não divulgado.
Indicador1T EF3/20271T EF3/2026Variação
Receitas ordinárias (milhões de ¥)130.998112.939+15,9%
— receitas de juros (milhões de ¥)97.66279.445+22,9%
—— juros de empréstimos (milhões de ¥)75.44662.116+21,5%
—— juros e dividendos de títulos (milhões de ¥)9.6227.815+23,1%
— receitas de tarifas e comissões (milhões de ¥)18.66020.566−9,3%
— outras receitas operacionais (milhões de ¥)9.2078.188+12,4%
Despesas ordinárias (milhões de ¥)85.53674.608+14,6%
— custos de captação (milhões de ¥)28.56321.886+30,5%
—— juros de depósitos (milhões de ¥)18.87113.157+43,4%
— outras despesas operacionais (milhões de ¥)13.49510.432+29,4%
— despesas gerais e administrativas (milhões de ¥)37.21936.048+3,2%
Lucro ordinário (milhões de ¥)45.46238.331+18,6%
Lucro antes de impostos (milhões de ¥)45.27238.110+18,8%
Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥)32.02827.036+18,4%
Resultado abrangente (milhões de ¥)75.46248.311+56,2%
LPA (¥)28,8123,68+21,7%
Lucro operacional básico excl. resgates de fundos, três bancos somados (milhões de ¥)51.32940.332+27,2%
Ativos totais (milhões de ¥)25.082.91925.670.496−2,3%
Depósitos (milhões de ¥)20.264.27220.877.254−2,9%
Certificados de depósito negociáveis (milhões de ¥)227.676274.750−17,1%
Empréstimos e títulos descontados (milhões de ¥)17.687.34217.667.404+0,1%
Títulos (milhões de ¥)3.034.1893.077.662−1,4%
Patrimônio líquido (milhões de ¥)1.469.6011.418.344+3,6%
Índice de patrimônio líquido5,8%5,4%+0,4 p.p.
Projeção EF3/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥)191.500—+23,5%
Projeção EF3/2027 — lucro líquido (milhões de ¥)129.000—+21,1%
Projeção EF3/2027 — LPA (¥)116,06——
Dividendo anual por ação (¥)47,0038,00+23,7%

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