Juros de empréstimos maiores elevam as receitas ordinárias em 15,9%
O Yokohama Financial Group, Inc. (TSE: 7186), holding do Bank of Yokohama, do Higashi-Nippon Bank e do Kanagawa Bank, divulgou em 5 de agosto de 2026 os resultados consolidados do primeiro trimestre do EF3/2027, de 1º de abril a 30 de junho de 2026, pelas normas contábeis japonesas. As receitas ordinárias subiram 15,9%, para ¥130.998 milhões, o lucro ordinário 18,6%, para ¥45.462 milhões, e o lucro líquido atribuível aos controladores 18,4%, para ¥32.028 milhões, o que o grupo descreve como o quarto ano consecutivo de alta do lucro num primeiro trimestre. O lucro por ação subiu 21,7%, de ¥23,68 para ¥28,81, mais do que o lucro líquido, porque o número médio de ações em circulação caiu de 1.141.449.109 para 1.111.562.727.
O grupo atribui a alta das receitas ordinárias ao aumento das receitas de juros com a melhora do ambiente de taxas, liderado pelos juros de empréstimos. As receitas de juros cresceram 22,9%, para ¥97.662 milhões; dentro delas, os juros de empréstimos subiram 21,5%, para ¥75.446 milhões, e os juros e dividendos de títulos 23,1%, para ¥9.622 milhões. As outras receitas operacionais aumentaram 12,4%, para ¥9.207 milhões, e as outras receitas ordinárias 14,7%, para ¥5.302 milhões, mas as receitas de tarifas e comissões caíram 9,3%, para ¥18.660 milhões, ante ¥20.566 milhões. O documento não explica essa queda.
Juros de depósitos e perdas na venda de títulos elevam as despesas
As despesas ordinárias subiram 14,6%, para ¥85.536 milhões. O grupo aponta duas causas: custos de captação mais altos, sobretudo os juros de depósitos, e as perdas registradas na venda de títulos em ienes e no resgate de fundos de investimento, feitos para melhorar a carteira de títulos, que elevaram as outras despesas operacionais. Os custos de captação cresceram 30,5%, para ¥28.563 milhões, com os juros de depósitos 43,4% maiores, em ¥18.871 milhões ante ¥13.157 milhões, e as outras despesas operacionais subiram 29,4%, para ¥13.495 milhões. As despesas gerais e administrativas avançaram só 3,2%, para ¥37.219 milhões. Em ienes, os juros de empréstimos acrescentaram ¥13.330 milhões e os juros de depósitos custaram ¥5.714 milhões a mais; as receitas ordinárias cresceram ¥18.059 milhões, contra ¥10.928 milhões das despesas ordinárias, deixando o lucro ordinário ¥7.131 milhões maior.
Abaixo do lucro ordinário houve pouca mudança. As perdas extraordinárias, todas com baixa de ativo imobilizado, somaram ¥191 milhões ante ¥220 milhões, de modo que o lucro antes dos impostos subiu 18,8%, para ¥45.272 milhões. Os impostos sobre o lucro cresceram 19,6%, para ¥12.899 milhões, o equivalente a 28,5% do lucro antes dos impostos, ante 28,3% um ano antes, e o lucro atribuível aos não controladores foi de ¥344 milhões ante ¥285 milhões. O resultado abrangente saltou 56,2%, para ¥75.462 milhões, porque os outros resultados abrangentes mais que dobraram, de ¥20.989 milhões para ¥43.089 milhões, com a diferença de avaliação de títulos disponíveis para venda somando ¥44.110 milhões ante ¥21.641 milhões.
Lucro operacional básico dos três bancos sobe 27,2%
O material complementar, que soma os números individuais dos três bancos, mostra de onde veio a melhora. O lucro bruto operacional cresceu 12,9%, para ¥78.366 milhões, com a margem financeira doméstica ¥13.083 milhões maior, em ¥69.473 milhões, o que o grupo atribui aos juros mais altos de empréstimos e depósitos e aos rendimentos de títulos com a melhora das taxas. Esse ganho absorveu uma queda de ¥2.036 milhões nas tarifas e comissões líquidas, para ¥11.579 milhões, e uma perda maior em outras operações, que passou de ¥3.513 milhões para ¥6.360 milhões e incluiu perdas líquidas com títulos públicos e outros de ¥6.781 milhões ante ¥3.097 milhões. As despesas subiram 4,0%, para ¥33.824 milhões, principalmente com pessoal, o que o grupo liga aos reajustes salariais de base e à introdução de bônus atrelados ao desempenho; o índice de eficiência melhorou de 46,8% para 43,1%. O lucro operacional básico excluindo ganhos e perdas com resgates de fundos de investimento subiu 27,2%, para ¥51.329 milhões.
Os custos de crédito dos três bancos foram de ¥2.227 milhões, ante uma reversão líquida de ¥406 milhões um ano antes, enquanto os ganhos líquidos com ações e instrumentos relacionados aumentaram ¥3.068 milhões, para ¥4.023 milhões. O lucro ordinário somado cresceu 22,4%, para ¥47.496 milhões, e o lucro líquido somado 23,4%, para ¥36.010 milhões. Só no Bank of Yokohama, o lucro operacional básico sem resgates de fundos subiu 27,9%, para ¥48.775 milhões. Em base consolidada, o grupo estima seu retorno sobre o patrimônio anualizado (critério da TSE) em 8,9%, 0,6 ponto a mais, e seu índice de crédito problemático pela Lei de Reconstrução Financeira ficou estável em 1,3% em 30 de junho de 2026, com créditos divulgados de ¥240.524 milhões.
Depósitos caem com a saída de recursos públicos; empréstimos sobem levemente
Os ativos totais recuaram 2,3%, para ¥25.082.919 milhões, em relação a 31 de março de 2026, com o caixa e depósitos em bancos caindo de ¥4.152.428 milhões para ¥3.584.362 milhões. Os depósitos diminuíram ¥612.982 milhões, ou 2,9%, para ¥20.264.272 milhões, e os certificados de depósito negociáveis caíram 17,1%, para ¥227.676 milhões. O documento não dá uma razão, mas a abertura dos depósitos domésticos dos três bancos mostra os depósitos do setor público ¥718,2 bilhões menores desde 31 de março de 2026, em ¥782,8 bilhões, enquanto os depósitos de pessoas físicas subiram ¥66,1 bilhões e os de empresas ¥48,2 bilhões. Os empréstimos avançaram 0,1%, ou ¥19.938 milhões, para ¥17.687.342 milhões, e os títulos recuaram 1,4%, para ¥3.034.189 milhões.
O patrimônio líquido subiu 3,6%, para ¥1.469.601 milhões, impulsionado pela diferença de avaliação de títulos disponíveis para venda, que passou de ¥123.229 milhões para ¥167.339 milhões, e o índice de patrimônio líquido subiu de 5,4% para 5,8%. O grupo ressalta que esse índice não é o índice de adequação de capital definido pela regulamentação japonesa e diz que divulgará seu índice de adequação de capital (padrão internacional) de 30 de junho de 2026 assim que for calculado. Os ganhos latentes líquidos consolidados com títulos somavam ¥181.467 milhões, ante ¥117.954 milhões em 31 de março de 2026, já que ganhos líquidos de ¥213.172 milhões em ações superaram perdas líquidas de ¥99.839 milhões em títulos de renda fixa.
Projeção e dividendo projetado de ¥47 mantidos
A projeção anual foi mantida: lucro ordinário de ¥191.500 milhões (+23,5%) e lucro líquido atribuível aos controladores de ¥129.000 milhões (+21,1%), com lucro por ação de ¥116,06. O documento não traz projeção de receitas ordinárias. O lucro líquido do primeiro trimestre equivale a 24,8% da meta anual, pelo cálculo do próprio grupo, e o lucro ordinário a 23,7%. A projeção de LPA não reflete uma recompra de ações que o grupo decidiu e anunciou em comunicado separado no mesmo dia.
O dividendo projetado também não muda: ¥23 intermediário e ¥24 no fim do exercício, ou ¥47 no ano, ante ¥38 no EF3/2026 (¥17 intermediário e ¥21 no fim do exercício), alta de 23,7%. Como evento subsequente, o grupo assinou em 30 de julho de 2026 um acordo definitivo com o Sumitomo Mitsui Trust Bank e a Fuyo General Lease para adquirir parte das ações da Sumitomo Mitsui Trust Panasonic Finance. A aquisição está prevista para 1º de outubro de 2026, depois da qual essa empresa deve se tornar uma coligada avaliada por equivalência patrimonial; o grupo diz que o efeito sobre os resultados consolidados ainda está em análise.
| Indicador | 1T EF3/2027 | 1T EF3/2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Receitas ordinárias (milhões de ¥) | 130.998 | 112.939 | +15,9% |
| — receitas de juros (milhões de ¥) | 97.662 | 79.445 | +22,9% |
| —— juros de empréstimos (milhões de ¥) | 75.446 | 62.116 | +21,5% |
| —— juros e dividendos de títulos (milhões de ¥) | 9.622 | 7.815 | +23,1% |
| — receitas de tarifas e comissões (milhões de ¥) | 18.660 | 20.566 | −9,3% |
| — outras receitas operacionais (milhões de ¥) | 9.207 | 8.188 | +12,4% |
| Despesas ordinárias (milhões de ¥) | 85.536 | 74.608 | +14,6% |
| — custos de captação (milhões de ¥) | 28.563 | 21.886 | +30,5% |
| —— juros de depósitos (milhões de ¥) | 18.871 | 13.157 | +43,4% |
| — outras despesas operacionais (milhões de ¥) | 13.495 | 10.432 | +29,4% |
| — despesas gerais e administrativas (milhões de ¥) | 37.219 | 36.048 | +3,2% |
| Lucro ordinário (milhões de ¥) | 45.462 | 38.331 | +18,6% |
| Lucro antes de impostos (milhões de ¥) | 45.272 | 38.110 | +18,8% |
| Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥) | 32.028 | 27.036 | +18,4% |
| Resultado abrangente (milhões de ¥) | 75.462 | 48.311 | +56,2% |
| LPA (¥) | 28,81 | 23,68 | +21,7% |
| Lucro operacional básico excl. resgates de fundos, três bancos somados (milhões de ¥) | 51.329 | 40.332 | +27,2% |
| Ativos totais (milhões de ¥) | 25.082.919 | 25.670.496 | −2,3% |
| Depósitos (milhões de ¥) | 20.264.272 | 20.877.254 | −2,9% |
| Certificados de depósito negociáveis (milhões de ¥) | 227.676 | 274.750 | −17,1% |
| Empréstimos e títulos descontados (milhões de ¥) | 17.687.342 | 17.667.404 | +0,1% |
| Títulos (milhões de ¥) | 3.034.189 | 3.077.662 | −1,4% |
| Patrimônio líquido (milhões de ¥) | 1.469.601 | 1.418.344 | +3,6% |
| Índice de patrimônio líquido | 5,8% | 5,4% | +0,4 p.p. |
| Projeção EF3/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥) | 191.500 | — | +23,5% |
| Projeção EF3/2027 — lucro líquido (milhões de ¥) | 129.000 | — | +21,1% |
| Projeção EF3/2027 — LPA (¥) | 116,06 | — | — |
| Dividendo anual por ação (¥) | 47,00 | 38,00 | +23,7% |
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