Nittetsu Mining eleva 40,5% o lucro operacional do 1T com o cobre mais caro impulsionando em 158% o lucro de Metais

As vendas líquidas subiram 24,4%, para ¥57.406 milhões, nos três meses encerrados em 30 de junho de 2026, e o lucro operacional 40,5%, para ¥5.088 milhões, em grande parte graças ao segmento de Metais, cujo lucro subiu 157,6%, para ¥2.019 milhões, com o cobre a uma média de 604,38 centavos de dólar por libra, ante 431,75. O lucro ordinário recuou 0,6%, para ¥4.470 milhões, por perdas de equivalência patrimonial e cambiais, mas os ganhos com a venda de participações acionárias elevaram o lucro líquido atribuível aos controladores em 45,0%, para ¥4.782 milhões.

Resumo de resultados do 1T do EF3/2027 da Nittetsu Mining Co., Ltd.

Os preços do cobre e do ouro, não os volumes, sustentaram o trimestre

A Nittetsu Mining Co., Ltd. (TSE: 1515), grupo de recursos cujos negócios abrangem calcário, cobre eletrolítico e concentrado de cobre, máquinas industriais e produtos ambientais, imóveis e energia geotérmica e solar, publicou em 6 de agosto de 2026 os resultados consolidados do primeiro trimestre, os três meses de 1º de abril a 30 de junho de 2026, sob as normas contábeis japonesas. As vendas líquidas subiram 24,4%, para ¥57.406 milhões, o lucro operacional 40,5%, para ¥5.088 milhões e o lucro atribuível aos controladores 45,0%, para ¥4.782 milhões, enquanto o lucro ordinário recuou 0,6%, para ¥4.470 milhões. O lucro por ação foi de ¥61,27, ante ¥41,91, com o número do ano anterior reapresentado pelo desdobramento de ações de um para cinco que entrou em vigor em 1º de outubro de 2025. A companhia é listada na Bolsa de Tóquio.

O documento atribui o aumento das vendas ao segmento de Metais, onde a alta dos preços de venda no mercado interno do cobre eletrolítico e do ouro eletrolítico elevou as vendas em 41,8%, para ¥34.737 milhões. Os dados complementares mostram quanto disso foi preço. O cobre teve média de 604,38 centavos de dólar por libra, ante 431,75, alta de 40,0%, e o iene de ¥159,49 por dólar, ante ¥144,59. Os volumes foram na direção oposta: o cobre eletrolítico vendido caiu para 11.028 toneladas, ante 11.964, e o concentrado de cobre para 7.497 toneladas, ante 10.067. Ainda assim, a receita de cobre eletrolítico subiu 42,9%, para ¥23.787 milhões, ante ¥16.648 milhões — pelos nossos cálculos, cerca de 55% mais receita por tonelada —, a de concentrado avançou levemente, para ¥5.019 milhões, ante ¥4.964 milhões, e a de outros metais, linha que o documento não detalha, passou a ¥5.930 milhões, ante ¥2.882 milhões.

Os custos subiram mais que as vendas, mas as despesas gerais quase não se moveram

O custo dos produtos vendidos subiu 26,4%, para ¥45.789 milhões, dois pontos acima das vendas, de modo que o lucro bruto cresceu num ritmo menor, 17,3%, para ¥11.617 milhões, e a margem bruta estreitou de 21,5% para 20,2%. O que transformou isso num ganho operacional de 40,5% foram as despesas gerais: as despesas com vendas, gerais e administrativas subiram apenas 3,9%, para ¥6.529 milhões, elevando a margem operacional de 7,8% para 8,9%. Por segmento, o lucro de Metais passou de ¥783 milhões para ¥2.019 milhões, o que o documento atribui aos efeitos cambiais e ao maior lucro da mina de Atacama com a alta do cobre. Esse salto de ¥1.236 milhões superou o aumento do lucro total dos segmentos, de ¥4.383 milhões para ¥5.545 milhões, porque os outros quatro segmentos, somados, recuaram levemente. O restante da melhora operacional veio da linha de conciliação: os custos corporativos não alocados — principalmente despesas gerais de administração, pesquisa e exploração não atribuídas a nenhum segmento — caíram para ¥505 milhões, ante ¥811 milhões, queda que o documento não explica.

Perdas de equivalência patrimonial e cambiais deixaram o lucro ordinário estável

Abaixo da linha operacional foi devolvido mais do que todo o ganho operacional de ¥1.468 milhões. As receitas não operacionais caíram para ¥947 milhões, ante ¥1.184 milhões, pois um ganho de equivalência patrimonial de ¥263 milhões e um pequeno ganho cambial do ano anterior não se repetiram. As despesas não operacionais subiram para ¥1.564 milhões, ante ¥308 milhões: perda de equivalência patrimonial de ¥450 milhões, perda cambial de ¥322 milhões, perda na avaliação de derivativos de ¥290 milhões, despesas de juros de ¥242 milhões, ante ¥126 milhões, e custos de manutenção de minas paralisadas e fechadas de ¥117 milhões, ante ¥62 milhões. Os itens não operacionais líquidos passaram assim de +¥876 milhões para −¥617 milhões, deixando o lucro ordinário em ¥4.470 milhões, ante ¥4.496 milhões. O documento aponta como causas a piora dos resultados de equivalência patrimonial e a perda cambial; não identifica as coligadas nem as posições em derivativos envolvidas.

A venda de ações, não a operação, elevou o lucro líquido

As receitas extraordinárias subiram para ¥3.183 milhões, ante ¥543 milhões, principalmente por um ganho de ¥2.759 milhões com a venda de títulos de investimento, ante menos de ¥1 milhão um ano antes, e um ganho de ¥421 milhões com a venda de ativo imobilizado, ante ¥8 milhões. O número do ano passado havia sido composto sobretudo por ¥535 milhões de receitas de contribuições para desenvolvimento, que não se repetiram. As perdas extraordinárias foram de ¥85 milhões, ante ¥44 milhões. O lucro antes de impostos subiu, portanto, 51,5%, para ¥7.568 milhões. Os impostos sobre a renda subiram para ¥2.340 milhões, ante ¥1.311 milhões, uma alíquota efetiva de 30,9%, ante 26,2%, e, após ¥444 milhões atribuíveis aos não controladores, o lucro atribuível aos controladores ficou em ¥4.782 milhões. O documento atribui o aumento a maiores ganhos com a venda de ações em carteira. O resultado abrangente foi de ¥8.256 milhões, ante ¥2.490 milhões, alta de 231,5%, com outros resultados abrangentes de ¥3.028 milhões, ante −¥1.194 milhões, incluindo ganhos de avaliação de títulos de ¥1.371 milhões, ante perda de ¥948 milhões, e ajustes de conversão de +¥763 milhões, ante −¥1.677 milhões.

Menos calcário vendido; os segmentos menores pouco se moveram

O segmento de Minérios aumentou as vendas em 4,1%, para ¥17.363 milhões, graças a produtos ligados a combustíveis e a vendas maiores de algumas subsidiárias, mas o lucro do segmento recuou 0,3%, para ¥2.478 milhões, com menores vendas de calcário, seu principal produto: o volume caiu para 5.199 mil toneladas, ante 5.722 mil, e a receita de calcário para ¥8.949 milhões, ante ¥9.380 milhões. Máquinas e meio ambiente aumentou as vendas em 10,7%, para ¥4.141 milhões, com máquinas estáveis e produtos ambientais subindo para ¥3.111 milhões, ante ¥2.701 milhões, mas o lucro caiu 14,4%, para ¥419 milhões, pela alta dos preços das matérias-primas dos agentes de tratamento de água, principal produto da divisão ambiental. Em Imobiliário, as vendas caíram 5,6%, para ¥684 milhões, enquanto o lucro subiu 3,9%, para ¥445 milhões, com menor depreciação. Em Energias renováveis, as vendas caíram 1,3%, para ¥478 milhões, com a geotermia estável e a solar em queda, e o lucro recuou 5,9%, para ¥183 milhões, por maiores custos de reparo na geotermia.

Estoques e empréstimos subiram, e duas subsidiárias americanas entraram no grupo

O ativo total subiu 5,3%, para ¥326.951 milhões, ante ¥310.412 milhões em 31 de março de 2026. Os produtos em elaboração subiram para ¥29.766 milhões, ante ¥20.166 milhões, e as matérias-primas e suprimentos para ¥9.492 milhões, ante ¥4.010 milhões, enquanto caixa e depósitos caíram para ¥39.586 milhões, ante ¥43.459 milhões. No passivo, as contas a pagar a fornecedores subiram para ¥34.767 milhões, ante ¥24.826 milhões, e os empréstimos de longo prazo para ¥53.069 milhões, ante ¥44.719 milhões, elevando o passivo total em 10,9%, para ¥158.299 milhões. O patrimônio líquido subiu apenas 0,6%, para ¥168.651 milhões, porque a companhia recomprou ações — as ações em tesouraria passaram a 2.522.877, ante 1.317.977 —, e o índice de capital próprio caiu de 50,7% para 48,4%.

Duas empresas foram consolidadas pela primeira vez. Em 20 de abril de 2026, o conselho decidiu aportar capital adicional em sua subsidiária americana integral, a Nittetsu Mining USA LLC, e, por meio dela, adquirir participações em uma empresa americana, a Wedgetail Operations LLC; o investimento foi executado em 28 de abril de 2026, e ambas são subsidiárias específicas porque seu capital equivale a pelo menos um décimo do da controladora. O documento não descreve a atividade da Wedgetail nem o valor investido.

Projeção mantida, com premissas abaixo dos preços do primeiro trimestre

A projeção anual permanece a de 13 de maio de 2026: vendas líquidas de ¥232.500 milhões (+10,9%), lucro operacional de ¥14.000 milhões (−25,6%), lucro ordinário de ¥11.500 milhões (−43,1%) e lucro atribuível aos controladores de ¥12.000 milhões (−14,5%), para um lucro por ação de ¥153,72. O primeiro trimestre entregou 24,7% das vendas projetadas, 36,3% do lucro operacional, 38,9% do lucro ordinário e 39,9% do lucro líquido. As premissas anuais de 550,00 centavos de dólar por libra de cobre e ¥155,00 por dólar estão ambas abaixo das médias do primeiro trimestre, de 604,38 centavos e ¥159,49; este documento não explica as quedas de lucro que a projeção implica.

A projeção de dividendo também foi mantida, em ¥31,00 intermediário e ¥31,00 no fim do exercício, ¥62,00 no total. O documento deixa em branco o total anual do EF3/2026 por causa do desdobramento: o dividendo intermediário foi de ¥117,00 antes do desdobramento e o final, de ¥48,00 depois dele. Dividir o intermediário por cinco dá ¥23,40, o que colocaria o EF3/2026 em ¥71,40 em base pós-desdobramento — cálculo nosso, não da companhia. Após o fim do trimestre, vários dias de chuvas torrenciais a partir de meados de julho atingiram o centro e o sul do Chile, incluindo a Região de Coquimbo, onde fica a subsidiária consolidada Arqueros Mining; a companhia diz que o impacto nos resultados do grupo ainda está sendo apurado.

Nittetsu Mining Co., Ltd. — 1T EF3/2027 (1º de abril – 30 de junho de 2026), normas contábeis japonesas, consolidado. As linhas de balanço comparam 30 de junho de 2026 com 31 de março de 2026; as linhas de projeção e dividendo referem-se ao exercício completo EF3/2027 contra o EF3/2026. "—" indica valor não divulgado.
Indicador1T EF3/20271T EF3/2026Variação
Vendas líquidas (milhões de ¥)57.40646.132+24,4%
Lucro bruto (milhões de ¥)11.6179.905+17,3%
Margem bruta20,2%21,5%−1,3 p.p.
Despesas comerciais e administrativas (milhões de ¥)6.5296.284+3,9%
Lucro operacional (milhões de ¥)5.0883.620+40,5%
Lucro ordinário (milhões de ¥)4.4704.496−0,6%
Receitas extraordinárias (milhões de ¥)3.183543+486,2%
Lucro antes de impostos (milhões de ¥)7.5684.996+51,5%
Lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥)4.7823.297+45,0%
LPA (¥)61,2741,91+46,2%
Minérios — receita (milhões de ¥)17.36316.687+4,1%
Minérios — lucro do segmento (milhões de ¥)2.4782.486−0,3%
Metais — receita (milhões de ¥)34.73724.495+41,8%
Metais — lucro do segmento (milhões de ¥)2.019783+157,6%
Máquinas e meio ambiente — receita (milhões de ¥)4.1413.740+10,7%
Máquinas e meio ambiente — lucro do segmento (milhões de ¥)419489−14,4%
Imobiliário — receita (milhões de ¥)684725−5,6%
Imobiliário — lucro do segmento (milhões de ¥)445428+3,9%
Energias renováveis — receita (milhões de ¥)478484−1,3%
Energias renováveis — lucro do segmento (milhões de ¥)183195−5,9%
Volume de vendas de cobre eletrolítico (t)11.02811.964−7,8%
Preço médio do cobre (centavos de US$/lb)604,38431,75+40,0%
Taxa de câmbio média (¥/US$)159,49144,59+10,3%
Ativos totais (milhões de ¥)326.951310.412+5,3%
Patrimônio líquido (milhões de ¥)168.651167.622+0,6%
Patrimônio atribuível aos controladores (milhões de ¥)158.111157.307+0,5%
Índice de patrimônio líquido48,4%50,7%−2,3 p.p.
Projeção EF3/2027 — receita (milhões de ¥)232.500—+10,9%
Projeção EF3/2027 — lucro operacional (milhões de ¥)14.000—−25,6%
Projeção EF3/2027 — lucro ordinário (milhões de ¥)11.500—−43,1%
Projeção EF3/2027 — lucro líquido atribuível aos controladores (milhões de ¥)12.000—−14,5%
Projeção EF3/2027 — LPA (¥)153,72——
Dividendo anual por ação (¥)62,00——

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