JX Advanced Metals quase triplica o lucro operacional do 1T para ¥81,4 bilhões e eleva a projeção anual para ¥232 bilhões

A receita subiu 36,2% para ¥260,6 bilhões e o lucro operacional disparou 175,5% para ¥81,4 bilhões no trimestre encerrado em junho, impulsionados pelo preço recorde do cobre na LME, por um iene ¥14 mais fraco na comparação anual e por maiores embarques de alvos de pulverização para semicondutores e folha de cobre laminada. Um ganho de alienação no Chile quase quadruplicou o lucro de Materiais de Base, a projeção anual de lucro operacional foi elevada para ¥232,0 bilhões e uma oferta pública de recompra das próprias ações de ¥194,9 bilhões — liquidada em 9 de julho — reduziu em 9,8 pontos o índice de patrimônio da controladora.

Sede da JX Advanced Metals em Toranomon, Tóquio JX Advanced Metals Corporation · Tokyo Stock Exchange Prime

A JX Advanced Metals Corporation (TSE: 5016) divulgou em 6 de agosto os resultados consolidados do primeiro trimestre do exercício encerrado em março de 2027 (1º de abril a 30 de junho de 2026) em IFRS. A receita subiu 36,2% para ¥260.604 milhões, o lucro operacional disparou 175,5% para ¥81.446 milhões, o lucro antes de impostos avançou 179,9% para ¥79.644 milhões e o lucro atribuível aos acionistas da controladora saltou 181,3% para ¥53.070 milhões. O lucro básico por ação ficou em ¥56,80, ante ¥20,35 um ano antes, com LPA diluído de ¥56,06, e o resultado abrangente total mais do que sextuplicou, para ¥76.356 milhões (+506,7%). A margem operacional ampliou-se para 31,3%, ante 15,5%. A demonstração de resultados mostra de onde veio a alavancagem: o lucro bruto subiu 39,9%, para ¥58.748 milhões, contra alta de 11,7% das despesas com vendas, gerais e administrativas, enquanto a participação nos lucros de investidas pelo método de equivalência patrimonial mais do que dobrou, para ¥32.854 milhões, ante ¥13.643 milhões, e as outras receitas se multiplicaram para ¥20.719 milhões, ante ¥1.386 milhões. Abaixo da linha operacional ficaram ¥543 milhões de receitas financeiras contra ¥2.345 milhões de custos financeiros, ¥19.226 milhões de despesa com imposto de renda e ¥7.348 milhões de lucro atribuível a participações não controladoras.

Preço recorde do cobre e iene a ¥159 fazem a maior parte do trabalho

Os dois maiores fatores do trimestre foram externos. O iene abriu a ¥159 por dólar, firmou-se brevemente após a intervenção compradora de ienes pelo governo e pelo Banco do Japão e voltou a enfraquecer, com o diferencial de juros Japão–EUA permanecendo elevado mesmo após a alta adicional do BoJ; encerrou o trimestre a ¥162 e teve média de ¥159, ou seja, ¥14 mais fraco do que nos mesmos três meses do ano anterior. O cobre na Bolsa de Metais de Londres abriu a 557 centavos por libra, subiu com a oferta apertada de concentrado e as expectativas de demanda de data centers de IA e de infraestrutura elétrica, e marcou máxima histórica de 639 centavos em 13 de maio de 2026. A especulação sobre alta de juros nos EUA e um dólar mais firme derrubaram o preço, mas ele fechou o trimestre a 605 centavos e teve média de 604 centavos, 172 centavos acima da média do ano anterior. A administração descreveu o ambiente operacional como sólido no conjunto, apesar da incerteza persistente com a política comercial e tarifária dos EUA e com o risco geopolítico, tendo a forte expansão dos investimentos em IA como motor.

Materiais para Semicondutores: alvos de pulverização embalados por lógica avançada e memória

A receita do segmento subiu 34,2% para ¥52.114 milhões, ante ¥38.831 milhões, e o lucro operacional do segmento avançou 68,9% para ¥14.412 milhões, ante ¥8.535 milhões. A unidade fabrica e vende alvos de pulverização para semicondutores, materiais de semicondutores compostos e cristais, além de cloretos. A demanda ligada à IA seguiu em expansão: o crescimento do volume de dados elevou a necessidade de armazenamento de alta capacidade e de transmissão mais rápida, mantendo em nível alto a demanda por chips lógicos avançados e memória, de modo que a empresa vendeu mais de seus produtos centrais, liderados pelos alvos de pulverização. Esse é o centro estratégico do negócio — a planta de semicondutores de Hitachinaka, aberta em março de 2026, foi construída exatamente para essa demanda —, mas nos números do trimestre continuou sendo o menor dos três segmentos reportáveis em receita.

Materiais para TIC: folha de cobre laminada e cobre-titânio compensam embarques mais fracos de dispositivos

A receita do segmento cresceu 19,1% para ¥93.134 milhões, ante ¥78.169 milhões, com lucro operacional do segmento em alta de 70,7% para ¥13.064 milhões, ante ¥7.654 milhões. A linha de produtos da unidade vai da folha de cobre laminada e do cobre-titânio ao pó de níquel ultrafino, ao filme de blindagem eletromagnética e a fios elétricos. Dois produtos fizeram o trabalho neste trimestre: a folha de cobre laminada, com a demanda resiliente por smartphones, e o cobre-titânio, liga de cobre de alto desempenho cujos volumes cresceram fortemente com a rápida expansão dos servidores de IA. O mercado final em si foi menos favorável. A escassez de memória e a alta de seus preços restringiram a aquisição de componentes e as linhas de custo de todo o setor, e os embarques de smartphones, PCs e tablets caíram todos na comparação anual; marcas com maior poder de compra e modelos de faixa de preço mais alta resistiram melhor do que o mercado como um todo.

Materiais de Base: um ganho de alienação no Chile e a duplicação do resultado de equivalência patrimonial

Foi o negócio de fundição e recursos, e não a franquia de semicondutores, que gerou a maior parte do lucro do trimestre. A receita do segmento saltou 65,1% para ¥123.739 milhões, ante ¥74.967 milhões, e o lucro operacional do segmento quase quadruplicou, com alta de 288,4% para ¥56.786 milhões, ante ¥14.622 milhões — dois terços do total de ¥84.262 milhões dos segmentos reportáveis. A unidade coleta e vende matéria-prima reciclada, realiza fundição por encomenda de cobre eletrolítico e produz e comercializa metais preciosos. A produção reduzida nas minas do negócio de recursos pesou, mas os preços mais altos do cobre e de outros metais e, decisivamente, o ganho na alienação parcial de ações da SCM Minera Lumina Copper Chile concluída em abril de 2026 mais do que compensaram. As duas linhas de receita que sustentaram o aumento ficam acima da linha do lucro operacional em IFRS e, portanto, fluem diretamente para os ¥81,4 bilhões do resultado principal: o resultado de equivalência patrimonial subiu ¥19.211 milhões e as outras receitas, ¥19.333 milhões, respondendo juntos por quase três quartos do aumento de ¥51.888 milhões no lucro operacional do grupo. O valor contábil dos investimentos avaliados por equivalência patrimonial encerrou o trimestre em ¥375.446 milhões, ante ¥372.153 milhões em 31 de março. Retirado o item não recorrente, o avanço subjacente é consideravelmente mais modesto — o que também explica por que a projeção anual elevada não é a simples anualização do primeiro trimestre.

Uma oferta pública de recompra de ¥194,9 bilhões, e não uma perda, explica a queda do patrimônio

O patrimônio líquido total caiu para ¥725.433 milhões, ante ¥838.258 milhões, mesmo com o ativo total crescendo para ¥1.670.135 milhões, ante ¥1.505.337 milhões, e o comunicado identifica a causa com precisão. A JX Advanced Metals lançou uma oferta pública para recomprar as próprias ações que não havia sido liquidada até 30 de junho, de modo que a obrigação de compra foi reconhecida como passivo de ¥194.877 milhões dentro de "outros passivos financeiros", com a contrapartida lançada em "outros componentes do patrimônio líquido". Esse único item virou os outros componentes do patrimônio de +¥88.800 milhões para −¥89.787 milhões e domina os ¥189.181 milhões de transações com acionistas registradas no trimestre; o restante corresponde a ¥23.212 milhões de dividendos pagos, a um componente de patrimônio de +¥35.376 milhões pela emissão de debêntures conversíveis com direitos de subscrição de ações, a ¥7.487 milhões de dividendos a participações não controladoras e a uma transferência de ¥30.504 milhões das participações não controladoras para a reserva de capital em operações de capital com acionistas não controladores. A oferta pública foi liquidada em 9 de julho de 2026, com a aquisição de 57.300.112 ações ordinárias por ¥194.877 milhões — cerca de 6% das ações em circulação —, o que a torna tanto o maior evento do balanço trimestral quanto um evento subsequente para as demonstrações.

O financiamento aparece do outro lado do balanço. Os outros passivos financeiros circulantes incharam para ¥198.237 milhões, ante ¥7.123 milhões, as debêntures e empréstimos não circulantes subiram para ¥404.067 milhões, ante ¥178.274 milhões, por conta da emissão conversível, e o caixa e equivalentes de caixa mais do que triplicaram, para ¥218.978 milhões, ante ¥66.306 milhões, pré-financiando a liquidação de julho. A dívida bruta onerosa subiu ¥112,3 bilhões, para ¥436,6 bilhões, mas, por causa do acúmulo de caixa, a dívida líquida onerosa na verdade caiu ¥40,3 bilhões, para ¥217,6 bilhões, e a relação dívida líquida/patrimônio melhorou para 0,34 vez, ante 0,36. A aparência de solvência divulgada, ainda assim, piorou: o índice de patrimônio da controladora caiu 9,8 pontos, para 38,5%, e o patrimônio atribuível aos acionistas por ação recuou ¥108,91, para ¥675,53. Os investidores devem ler a queda do índice de patrimônio como a sombra contábil de uma recompra que devolve capital aos acionistas, e não como perda de capacidade de geração de lucro.

Projeção elevada em todas as linhas, com iene mais fraco e cobre mais caro

A empresa revisou para cima sua projeção anual do exercício 3/2027 junto com os resultados, publicando um comunicado específico sobre a mudança. Em relação à projeção divulgada em 11 de maio, a receita passa a ¥1.025.000 milhões, ante ¥930.000 milhões (+10,2%), o lucro operacional a ¥232.000 milhões, ante ¥190.000 milhões (+22,1%), o lucro antes de impostos a ¥221.000 milhões, ante ¥178.000 milhões (+24,2%), o lucro atribuível aos acionistas a ¥141.000 milhões, ante ¥114.000 milhões (+23,7%) e o LPA básico a ¥155,80, ante ¥125,97. Medido contra os números realizados do exercício 3/2026 — receita de ¥884.638 milhões, lucro operacional de ¥174.967 milhões, lucro atribuível de ¥104.645 milhões e LPA de ¥112,94 —, isso representa crescimento de 15,9%, 32,6% e 34,7%, respectivamente. A administração atribui a elevação a maiores volumes e melhores preços unitários de venda nos negócios Focus, com a expansão da demanda ligada a servidores de IA, além de um iene mais fraco e preços do cobre mais altos do que os antes assumidos, parcialmente compensados por cortes esperados na produção mineral por causa do mau tempo no negócio de recursos. O novo plano assume cobre na LME a 586 centavos por libra (580 centavos a partir de julho) e o iene a ¥157 por dólar (¥160 a partir de julho, ¥155 a partir de outubro). Ambas as premissas de cobre ficam bem abaixo da média de 604 centavos do primeiro trimestre e dos 605 centavos do fechamento do trimestre, o que deixa margem caso o mercado à vista se sustente. Só o primeiro trimestre já cobre cerca de 35% da meta anual de lucro operacional.

Dividendo reajustado para ¥20 e nenhuma demonstração de fluxo de caixa neste comunicado

Sobre o dividendo, o conselho aprovou uma mudança na política de retorno ao acionista em 11 de maio de 2026, aplicada a partir da projeção deste exercício: para o 3/2027 a projeção é de ¥10,00 no meio do ano e ¥10,00 no fechamento, ¥20,00 no total, ante ¥31,00 pagos no 3/2026 (¥6,00 no meio do ano mais ¥25,00 no fechamento). Essa projeção de dividendo não mudou em relação ao anúncio anterior, e os ¥23.212 milhões lançados contra os lucros acumulados durante o trimestre correspondem ao pagamento de fechamento do exercício 3/2026. As ações emitidas subiram para 953.183.210, ante 928.463.102, e as ações em tesouraria somavam 2.288.019 em 30 de junho — antes dos 57,3 milhões de ações compradas em julho —, com média ponderada de 934.301.891. Três pontos formais encerram o comunicado. A empresa não elaborou demonstração condensada trimestral consolidada dos fluxos de caixa do período, divulgando apenas depreciação e amortização de ¥12.629 milhões, ante ¥10.742 milhões um ano antes. Não houve alteração no perímetro de consolidação, mudança de políticas contábeis nem questões de continuidade operacional, e as demonstrações financeiras trimestrais anexas não foram revisadas por auditor independente. As demonstrações seguem as regras de divulgação trimestral da Bolsa de Tóquio, com omissão de algumas divulgações do IAS 34.

JX Advanced Metals Corporation — Números-chave do 1º trimestre do exercício 3/2027 (IFRS, consolidado)
Indicador1T 3/20271T 3/2026Variação anual
Receita (¥ bilhões)260,60191,28+36,2%
Lucro bruto (¥ bilhões)58,7541,99+39,9%
Despesas com vendas, gerais e administrativas (¥ bilhões)28,9425,92+11,7%
Resultado de equivalência patrimonial (¥ bilhões)32,8513,64+140,8%
Outras receitas (¥ bilhões)20,721,39+1.394,9%
Lucro operacional (¥ bilhões)81,4529,56+175,5%
Lucro antes de impostos (¥ bilhões)79,6428,46+179,9%
Lucro trimestral (¥ bilhões)60,4223,24+160,0%
Lucro atribuível aos acionistas (¥ bilhões)53,0718,87+181,3%
Resultado abrangente total (¥ bilhões)76,3612,59+506,7%
LPA básico (¥)56,8020,35+179,1%
Margem operacional31,3%15,5%+15,8 p.p.
Receita do segmento: Materiais para Semicondutores (¥ bi)52,1138,83+34,2%
Lucro op. do segmento: Materiais para Semicondutores (¥ bi)14,418,54+68,9%
Receita do segmento: Materiais para TIC (¥ bi)93,1378,17+19,1%
Lucro op. do segmento: Materiais para TIC (¥ bi)13,067,65+70,7%
Receita do segmento: Materiais de Base (¥ bi)123,7474,97+65,1%
Lucro op. do segmento: Materiais de Base (¥ bi)56,7914,62+288,4%

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