Daifuku eleva projeção para 2026 após semestre recorde, com pedidos 31,6% maiores puxados pelo capex de chips de IA

A Daifuku registrou pedidos semestrais recordes de ¥440.186 milhões, alta de 31,6%, com receita de ¥355.513 milhões (+8,9%), lucro operacional de ¥56.680 milhões (+10,9%) e lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora de ¥43.143 milhões (+14,7%) — cinco recordes semestrais seguidos. Em seguida elevou a projeção anual de receita para ¥735.000 milhões, ante ¥700.000 milhões, a de lucro líquido para ¥86.500 milhões e a de pedidos para ¥860.000–900.000 milhões, ante ¥780.000–820.000 milhões. Dois pontos merecem atenção antes de tomar os recordes pelo valor de face: um iene mais fraco forneceu cerca de metade do crescimento do lucro e aproximadamente dois terços da elevação da receita, e a receita da própria controladora caiu 16,1%.

Resumo dos resultados do primeiro semestre do EF12/2026 da Daifuku

Um semestre recorde — e quanto dele o iene pagou

A Daifuku Co., Ltd. (TSE: 6383), fabricante sediada em Osaka de sistemas automatizados de movimentação de materiais — os estocadores e transportadores aéreos que deslocam wafers dentro de fábricas de semicondutores, além de automação de armazéns, manuseio de bagagens em aeroportos e lavadores de veículos —, publicou em 6 de agosto de 2026 os resultados consolidados do primeiro semestre do EF12/2026, os seis meses encerrados em 30 de junho de 2026, segundo as normas contábeis japonesas. Os pedidos recebidos chegaram a ¥440.186 milhões, alta de 31,6%. A receita foi de ¥355.513 milhões (+8,9%); o lucro operacional, de ¥56.680 milhões (+10,9%); o lucro ordinário, de ¥58.666 milhões (+11,7%); e o lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora, de ¥43.143 milhões (+14,7%). A companhia afirma que todos os cinco são os maiores já registrados em um período semestral consolidado.

A contribuição cambial está divulgada e é grande. As taxas médias do semestre foram de ¥158,46 por dólar americano ante ¥147,66 um ano antes, ¥23,12 por yuan chinês ante ¥20,36, ¥0,1066 por won sul-coreano ante ¥0,1038 e ¥5,02 por dólar taiwanês ante ¥4,66. A Daifuku estima o efeito anual desses movimentos em cerca de ¥18,1 bilhões nos pedidos, ¥15,3 bilhões na receita e ¥2,7 bilhões no lucro operacional. A receita subiu ¥29.024 milhões no total, de modo que o câmbio responde por cerca de 53% do aumento; o lucro operacional subiu ¥5.577 milhões, e o câmbio responde por cerca de 48%. Sem o iene, o crescimento da receita fica mais próximo de 4% e o do lucro operacional, de 6%.

Os pedidos são a exceção — e a exceção importante. O aumento ali foi da ordem de ¥105,7 bilhões, dos quais o efeito cambial de ¥18,1 bilhões representa apenas cerca de 17%. Seja o que for que este semestre tenha sido, o salto dos pedidos é demanda real, não artefato de conversão. Uma ressalva sobre a comparação: a Daifuku mudou o encerramento do exercício de 31 de março para 31 de dezembro com efeito a partir do EF12/2024, de modo que o semestre do EF12/2025 (janeiro–junho de 2025) não coincide com o do EF12/2024 (abril–setembro de 2024), e por isso a companhia não publicou variações anuais para o semestre do EF12/2025. O documento também traz os pedidos apenas como valor corrente e taxa de crescimento; o número comparável implícito nesses 31,6% gira em torno de ¥334,5 bilhões.

A carteira de pedidos: IA generativa na Coreia, substituição de importações na China

Os pedidos por segmento mostram de onde vem o dinheiro. A Clean Factomation, Inc. (CFI), a subsidiária coreana de automação de salas limpas, captou ¥64.075 milhões em pedidos, alta de 80,2%, o que a companhia atribui diretamente à demanda crescente por investimentos em semicondutores avançados voltados à IA generativa. A Daifuku (Suzhou) DSA captou ¥24.906 milhões (+76,9%), com a continuidade dos investimentos ligados ao esforço chinês de localizar a produção de chips. O grupo Contec, que vende computadores industriais, captou ¥13.722 milhões (+56,6%).

A maior fonte isolada de pedidos continua sendo a própria controladora, Daifuku Co., Ltd., com ¥141.576 milhões (+47,5%), com alta em manufatura e distribuição gerais, linhas de semicondutores e linhas automotivas. A segunda é o grupo Daifuku North America (DNA), com ¥113.550 milhões — praticamente estável, em −0,0%, mas estável em patamar elevado e ainda um quarto dos pedidos do grupo. As demais subsidiárias consolidadas, agrupadas como "Outros", captaram ¥82.355 milhões (+23,8%), novamente lideradas pelas linhas de semicondutores.

Vale separar em partes a leitura que a administração faz do ambiente de demanda, porque os quatro motores andam em ritmos distintos. Os semicondutores são o acelerador, movidos pela capacidade para IA generativa em nós avançados e pela localização chinesa. Manufatura e distribuição gerais são a base estável, sustentadas pela escassez de mão de obra e pela alta salarial no Japão e nos Estados Unidos — um argumento estrutural a favor da automação que não depende do ciclo de chips. O automotivo é uma história de recuperação: as decisões de investimento dos clientes, travadas no ano passado pela política comercial americana, vêm se destravando aos poucos. Os aeroportos são uma continuação, impulsionada pelo crescimento do fluxo de passageiros e concentrada na América do Norte. Com essa combinação, a Daifuku elevou a projeção anual de pedidos para ¥860.000–900.000 milhões, ante ¥780.000–820.000 milhões. Os ¥440.186 milhões do primeiro semestre equivalem a quase exatamente metade do ponto médio de ¥880 bilhões.

De onde a receita realmente veio — e o que aconteceu com a controladora

A receita por setor comportou-se de forma bem distinta dos pedidos. Eletrônica — o negócio de semicondutores — gerou ¥151.353 milhões (+19,9%) e responde agora por 42,6% da receita com clientes externos. Aeroportos geraram ¥43.369 milhões (+22,7%). Mas automotivo e autopeças caíram 8,8%, para ¥37.230 milhões, e comércio e varejo caíram 12,8%, para ¥59.810 milhões. Em ambos os casos os pedidos estão subindo; a queda da receita reflete o que havia em carteira no início do ano, não o que os clientes estão encomendando agora — exatamente a defasagem que um negócio de projetos produz.

Por destino o contraste é ainda mais nítido. O Japão caiu 12,6%, para ¥81.636 milhões, enquanto o exterior subiu 17,1%, para ¥273.448 milhões, levando a fatia externa da receita a 77,0%, ante 71,4%. A Coreia liderou com folga: ¥42.420 milhões, alta de 75,2% — o efeito CFI. A América do Norte contribuiu com ¥95.619 milhões (+11,9%); a China, ¥49.871 milhões (+14,0%); Taiwan, ¥46.630 milhões (+4,2%). Cerca de ¥285.600 milhões de receita, ou 80,4%, foram reconhecidos ao longo do tempo, e não em um momento específico: é um negócio por percentual de conclusão, e o que se converte é a carteira.

Essa defasagem produziu a linha mais curiosa do semestre. A receita da controladora caiu 16,1%, para ¥112.662 milhões, porque a carteira de pedidos com que ela entrou no ano havia crescido pouco — seu próprio salto de pedidos, de 47,5%, aparecerá em períodos posteriores. Todo o resto subiu: receita da CFI, ¥40.077 milhões (+112,7%); "Outros", ¥79.339 milhões (+27,7%); DNA, ¥90.773 milhões (+12,1%); Contec, ¥11.825 milhões (+23,5%). A DSA recuou 3,0%, para ¥20.405 milhões.

O lucro por segmento exige um alerta. A Daifuku o define como lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora, e não como lucro operacional, de modo que o número de cada unidade inclui dividendos recebidos de outras empresas do grupo — ¥25.828 milhões eliminados na consolidação neste semestre, ante ¥17.951 milhões um ano antes. Os lucros por segmento divulgados somam ¥68.910 milhões contra um lucro líquido consolidado de ¥43.143 milhões, e a diferença é quase inteiramente essa eliminação. Nesse enquadramento: a controladora ganhou ¥37.193 milhões (+9,3%), o que a companhia atribui à melhora das linhas não operacionais e não à operação; CFI, ¥7.385 milhões (+392,3%); "Outros", ¥10.642 milhões (+79,7%); DSA, ¥5.904 milhões (+3,4%); Contec, ¥666 milhões (+97,7%). Só a DNA caiu, 12,6%, para ¥7.117 milhões, porque o ano anterior continha um projeto especialmente rentável de manufatura e distribuição gerais.

A margem bruta ampliou-se; as despesas de estrutura tomaram quase tudo de volta

O lucro bruto subiu 15,9%, para ¥92.469 milhões, com crescimento de receita de 8,9%, elevando a margem bruta a 26,0%, ante 24,4% — 1,6 ponto percentual e a prova aritmética da afirmação da administração de que a rentabilidade das linhas de semicondutores melhorou. Quase nada disso chegou à linha operacional. As despesas com vendas, gerais e administrativas subiram 24,9%, para ¥35.789 milhões, quase o triplo do ritmo da receita: despesas de vendas +18,0%, para ¥11.101 milhões, e gerais e administrativas +28,3%, para ¥24.688 milhões. Essa relação sobre a receita subiu, portanto, a 10,1%, ante 8,8%, devolvendo 1,3 dos 1,6 ponto ganho pela margem bruta. A margem operacional terminou em 15,9%, apenas 0,3 ponto acima dos 15,7% anteriores. Em dinheiro: o lucro bruto ganhou ¥12.713 milhões, as despesas de estrutura absorveram ¥7.136 milhões e ¥5.577 milhões chegaram ao lucro operacional.

Abaixo da linha operacional a aritmética corre no sentido oposto. O resultado não operacional líquido melhorou para ¥1.987 milhões, ante ¥1.420 milhões, ainda que a perda cambial tenha se ampliado para ¥931 milhões, ante ¥572 milhões, porque as receitas não operacionais subiram para ¥3.153 milhões, ante ¥2.083 milhões, com juros e outros recebimentos maiores. Os itens extraordinários viraram um ganho líquido de ¥127 milhões — incluindo ¥356 milhões de ganhos na venda de títulos de investimento — ante uma perda líquida de ¥126 milhões. O lucro antes de impostos foi de ¥58.794 milhões, e a despesa tributária de ¥15.652 milhões representa uma alíquota efetiva de 26,6%, ante 28,2%. Cada degrau acrescenta algo: lucro operacional +10,9%, lucro ordinário +11,7%, lucro líquido +14,7% e lucro por ação +14,4%, para ¥117,07, ante ¥102,32. O lucro por ação diluído subiu 14,6%, para ¥111,85.

O resultado abrangente de ¥50.612 milhões (+104,4%) parece espetacular e, em grande parte, não é. O salto vem do ajuste de conversão cambial, que passou de −¥12.333 milhões para +¥6.877 milhões — uma variação de ¥19,2 bilhões causada pela reavaliação dos ativos líquidos no exterior com um iene mais fraco. É um efeito de balanço sobre ativos que o grupo já possuía, não uma medida do que o negócio ganhou.

As conversíveis foram convertidas e o índice de capital próprio saltou a 62,5%

O ativo total alcançou ¥803.181 milhões, ¥48.969 milhões a mais em seis meses. Caixa e depósitos subiram ¥8.125 milhões, para ¥269.378 milhões; o imobilizado subiu ¥11.191 milhões, para ¥119.269 milhões; e outros ativos circulantes subiram ¥20.400 milhões, para ¥41.949 milhões, onde está estacionado o sinal de uma aquisição discutida adiante.

O passivo mal se moveu no total — ¥1.159 milhões a menos, para ¥301.491 milhões — mas sua composição mudou de forma relevante. Outros passivos circulantes, sobretudo despesas a pagar, subiram ¥12.709 milhões, enquanto as debêntures conversíveis com bônus de subscrição caíram ¥15.692 milhões, para ¥45.035 milhões, com o exercício pelos detentores. Essa conversão é também o maior item da conta de patrimônio: 4.443.589 ações em tesouraria foram entregues, reduzindo a dedução por ações próprias em ¥11.472 milhões, para ¥19.260 milhões, e elevando a reserva de capital em ¥4.242 milhões, para ¥24.656 milhões. As ações em tesouraria caíram para 7.616.275, ante 12.120.273, sobre 379.830.231 ações emitidas.

O patrimônio líquido subiu, portanto, ¥50.129 milhões, para ¥501.690 milhões: lucros acumulados +¥26.944 milhões, os efeitos de tesouraria e reserva de capital acima, e o ganho de conversão de ¥6.877 milhões. Como o patrimônio cresceu 11,1% e o ativo 6,5%, o índice de capital próprio subiu para 62,5%, ante 59,9% — um balanço de aparência quase sem dívida que fica ainda mais limpo à medida que a conversível se converte. Em separado, o grupo adotou a nova norma japonesa de arrendamentos a partir de 1º de janeiro de 2026, reconhecendo ¥14.803 milhões de passivos de arrendamento naquela data — dos quais ¥7.340 milhões identificados pela primeira vez pela norma — descontados a uma taxa incremental de captação de 2,30%. Períodos anteriores não foram reapresentados, de modo que a comparação de balanço não é totalmente homogênea nessa linha.

Fluxo de caixa e os ¥16,6 bilhões já desembolsados pela Eisenmann

O fluxo de caixa operacional foi de ¥52.064 milhões, ante ¥44.350 milhões: ¥58.794 milhões de lucro antes de impostos e ¥6.899 milhões de depreciação, mais um aumento de ¥3.176 milhões em passivos de contrato, contra uma redução de ¥7.352 milhões em contas a pagar e ¥16.815 milhões de impostos pagos. O investimento consumiu ¥23.619 milhões, ante ¥14.076 milhões — ¥13.933 milhões em ativos fixos e ¥16.613 milhões em um sinal para aquisição de ações de subsidiária, compensados por ¥7.878 milhões de resgates de depósitos a prazo. O fluxo de caixa livre ficou, assim, em ¥28.445 milhões, ligeiramente abaixo dos ¥30.274 milhões do ano passado, apesar da linha operacional mais forte. O financiamento consumiu ¥18.445 milhões, sobretudo ¥15.613 milhões de dividendos. Caixa e equivalentes fecharam em ¥258.764 milhões, ¥13.508 milhões a mais.

Esse sinal de ¥16.613 milhões é a razão inteira da queda do fluxo de caixa livre, e está divulgado como evento subsequente. Em 1º de julho de 2026 — um dia depois da data do balanço — a Daifuku concluiu a compra de 100% da Eisenmann GmbH, da Alemanha, por ¥16.613 milhões em dinheiro, após deliberação do conselho de 17 de abril de 2026. A Eisenmann projeta e executa instalações industriais de pintura e tratamento de superfície e os sistemas de transporte associados.

A justificativa declarada se insere na visão de longo prazo "Driving Innovative Impact 2030" da Daifuku e no seu avanço internacional: as linhas de produção automotivas europeias exigem capacidade de ponta a ponta diante das normas europeias e dos requisitos específicos de cada cliente, da proposta e do projeto até o comissionamento, e a Eisenmann traz automação avançada e tecnologia de processo de baixo impacto ambiental que complementa o negócio existente de linhas automotivas do grupo. Lida ao lado dos dados por segmento, a lógica é evidente: a Europa gerou apenas ¥8.609 milhões de receita neste semestre, cerca de 2,4% do total externo, de longe a região mais fraca do grupo. O ágio, os custos relacionados à aquisição e os valores justos dos ativos e passivos assumidos ainda não estavam determinados na data do relatório, e nada da operação aparece no resultado do primeiro semestre.

Projeção elevada — mas confira antes a premissa cambial

A Daifuku elevou todas as linhas anuais em relação à projeção publicada em 12 de fevereiro de 2026. A receita passa a ¥735.000 milhões, ante ¥700.000 milhões, +5,0% sobre a projeção antiga e +11,2% na comparação anual. O lucro operacional passa a ¥113.000 milhões, ante ¥105.000 milhões, +7,6% e +12,1%. O lucro ordinário passa a ¥116.500 milhões, ante ¥108.500 milhões, +7,4% e +11,3%. O lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora passa a ¥86.500 milhões, ante ¥80.000 milhões, +8,1% e +10,8%, para um lucro por ação de ¥233,55 ante ¥217,57.

A companhia também revela o que produziu a elevação. Reviu sua premissa de dólar americano para o ano de ¥150 para ¥158 e afirma que só essa revisão responde por ¥30,0 bilhões do aumento dos pedidos, ¥24,0 bilhões do da receita e ¥4,0 bilhões do lucro operacional. Contra uma elevação de receita de ¥35,0 bilhões, isso é cerca de 69% de câmbio. Contra uma elevação de lucro operacional de ¥8,0 bilhões, é exatamente metade. O restante, não cambial, é atribuído ao bom andamento dos projetos de linhas de semicondutores vindos da carteira de fim de exercício, a alguma antecipação no reconhecimento de receita e à melhor rentabilidade por eficiência produtiva e melhor gestão de projetos. O mesmo teste aplicado à projeção de pedidos: ¥30,0 bilhões do aumento de ¥80,0 bilhões em cada extremo da faixa são a premissa de câmbio.

O segundo semestre implícito é mais sóbrio que a manchete. A projeção menos o realizado do primeiro semestre deixa receita de ¥379.487 milhões e lucro operacional de ¥56.320 milhões — uma margem operacional de 14,8% no segundo semestre, contra 15,9% no primeiro. A companhia projeta, portanto, alguma cessão de margem à medida que os projetos maiores se convertem, coerente com a tendência de despesas descrita acima. Sobre geopolítica a informação é curta e específica: a Daifuku não tem base produtiva nem comercial no Oriente Médio e a receita destinada à região é inferior a 0,1% da receita consolidada do exercício anterior, de modo que a exposição direta é mínima; o risco apontado é indireto, via preços do petróleo e interrupções logísticas que elevam custos de projetos já contratados, e via adiamento de planos de investimento dos clientes.

O dividendo foi elevado em paralelo. O dividendo intermediário é de ¥40,00 por ação, ante ¥34,00, pagável a partir de 3 de setembro de 2026, e o previsto para o fim do exercício é de ¥50,00, ante ¥44,00, para um total anual de ¥90,00, ante ¥78,00 — alta de 15,4%, e ele próprio uma revisão para cima da projeção anterior. Sobre um lucro por ação projetado de ¥233,55, isso equivale a um payout de cerca de 38,5%. O dividendo cresce mais rápido que o lucro líquido projetado, que sobe 10,8%; em um semestre que foi em boa medida um evento cambial, o retorno em caixa é a parte menos ambígua dele.

Daifuku Co., Ltd. — primeiro semestre (janeiro–junho) do EF12/2026, normas contábeis japonesas, consolidado. As linhas de balanço comparam 30 de junho de 2026 com 31 de dezembro de 2025.
Métrica1S EF12/20261S EF12/2025Variação
Pedidos recebidos (¥ milhões)440.186≈334.500+31,6%
Receita (¥ milhões)355.513326.489+8,9%
Lucro bruto (¥ milhões)92.46979.756+15,9%
Margem bruta26,0%24,4%+1,6 p.p.
Despesas com vendas, gerais e administrativas (¥ milhões)35.78928.653+24,9%
Lucro operacional (¥ milhões)56.68051.103+10,9%
Margem operacional15,9%15,7%+0,3 p.p.
Lucro ordinário (¥ milhões)58.66652.523+11,7%
Lucro líquido atrib. aos proprietários da controladora (¥ milhões)43.14337.623+14,7%
Resultado abrangente (¥ milhões)50.61224.757+104,4%
Lucro por ação (¥)117,07102,32+14,4%
Lucro por ação diluído (¥)111,8597,58+14,6%
Fluxo de caixa operacional (¥ milhões)52.06444.350+17,4%
Caixa e equivalentes no fim do período (¥ milhões)258.764229.828+12,6%
Ativo total (¥ milhões)803.181754.211+6,5%
Patrimônio líquido (¥ milhões)501.690451.560+11,1%
Índice de capital próprio62,5%59,9%+2,6 p.p.
Dividendo intermediário por ação (¥)40,0034,00+17,6%
Dividendo anual por ação (¥, projetado)90,0078,00+15,4%
Daifuku Co., Ltd. — projeção anual do EF12/2026 revisada em 6 de agosto de 2026, ante a projeção de 12 de fevereiro de 2026.
MétricaNova projeçãoProjeção anteriorVariação
Receita (¥ milhões)735.000700.000+5,0%
Lucro operacional (¥ milhões)113.000105.000+7,6%
Lucro ordinário (¥ milhões)116.500108.500+7,4%
Lucro líquido atrib. aos proprietários da controladora (¥ milhões)86.50080.000+8,1%
Lucro por ação (¥)233,55217,57+7,3%
Pedidos recebidos (¥ milhões)860.000–900.000780.000–820.000+80.000
Premissa de USD (¥)158150+8

A JapanStockPulse fornece conteúdo apenas informativo e não constitui aconselhamento de investimento. Os números provêm do relatório de resultados publicado pela companhia e podem estar sujeitos a revisão posterior.